Consiste em placas duplas simples, porém encapsulando todos os dentes das duas arcadas, inclusive os anteriores, o que reduz sensivelmente as modificações de posicionamento dentário passíveis de ocorrer com o uso de outras aparatologias, com adição de Pistas Oclusais e de grampos de retenção.
Possui alguns diferenciais com os aparelhos até aqui usados em DTM principalmente por poder ser usada como meio para fisioterapia e condicionamento muscular, procedimentos que a cada dia se mostram mais úteis no tratamento das DTMs. A adição das Pistas Oclusais tem as seguintes funções: - Manter os músculos na posição de repouso ou Dimensão Vertical de Repouso Muscular em todos os movimentos mandibulares. Guiar os movimentos bordejantes da mandíbula, eliminando ou minimizando desvios. Estes desvios serão eliminados na maioria das vezes, mesmo nos casos de Deslocamento do Disco Sem redução, alguns Desvios de Forma etc. Não conseguiremos eliminá-los nos casos de Anquilose, Impedância do Processo Coronóide, Adesões, Fibrose Capsular, Contratura Miofibrótica, Desordens de Crescimento e Desenvolvimento e Edemas das Estruturas capsulares. Se montadas criando ângulos predeterminados com o Plano Oclusal, criará modificação não compulsória da posição de fechamento mandibular, modificando a relação côndilo/fossa, como, por exemplo, projetar a mandíbula, deixando-a em uma posição mais estável para os côndilos e repousante para os músculos. Cabem aqui considerações a respeito desta manobra que vários autores preconizam e que é conhecida pela Ortopedia Maxilar como “Mordida Construtiva” e vem por esta Ciência sendo usada para a correção dos problemas ortopédicos a mais de 100 anos com poucos relatos de Contratura Miostática tendo sido esta observada apenas nos Pacientes que por algum motivo pessoal, como por exemplo, trauma psicológico de sua condição estética, usam o aparelho ortopédico por praticamente 24hs. ao dia, mas que, como toda a Contratura desta natureza, é indolor e de resolução simples. - Deixar livres de quaisquer guias os movimentos mandibulares. Tal como ocorre com a mandíbula do recém nato o que, em teoria, tende a estimular de forma mais efetiva a cicatrização dos tecidos retrodiscais e formação de tecido não vascularizado e inervado neste (Gaspard,1978; Moffet,1966), eliminando a sensibilidade decorrente da Retrodiscite. - A montagem das pistas levando a mandíbula ao fechamento em posição mais anterior e que por acontecer sem “obrigar” ao fechamento na nova posição, portanto de forma suave e assim “Progressiva”, pode ser usada na diminuição de “Clique” de alto volume que esteja causando incômodos ao Paciente, comuns no Deslocamento do Disco sem Redução. Manobra a ser feita com muita atenção, para evitar a perfuração Disco Articular. - A Placas V.A podem ser usadas como instrumento para exercícios fisioterápicos pois permite que prescrevamos exercícios de movimento, que graças a Graduação de Esforço de Movimentação Muscular nos possibilita aplicar o “ Princípio de Inibição Recíproca”: - a contração forçada de músculos antagonistas causa relaxamento reflexo de músculo agonista, o que explica o relaxamento e a diminuição da dor conseguida. - Reduzem, como muitos dos aparatos utilizados nesta área, a sobrecarga articular e produzem todos os sete aspectos gerais da Terapia Por Aparelhos. - Os recursos por mim adaptados para controle do esforço de movimentação muscular podem ser usados no aparelho convencional de Planas, que deve ser o escolhido quando o tratamento necessário incluir modificações ortopédicas, que devem ser induzidas por profissionais capacitados. graduação DE ESFORÇO DE MOVIMENTAÇÃO MUSCULAR (Seu uso deve ser precedido dos exercícios, se necessários, de alongamento passivo e do controle da dor, a critério do profissional). São recursos que permitem que possamos gradualmente aumentar o esforço despendido pela musculatura e com isto desenvolver maior resistência desta aos esforços despendidos em suas funções. Deste aumento de resistência depende, em grande parte, a solução de problemas como Mioespasmos recorrentes, Co-contração e Sensibilidade Muscular Local que acometem, por exemplo, aos mastigadores unilaterais quando estes necessitam, em função de algum problema no lado mastigatório habitual (cárie, perda dentária etc.) mastigar do lado não preferencial, ou destes mesmos pacientes quando perdem os dentes e precisam usar dentaduras, que como se sabe, ocluem dos dois lados simultaneamente na mastigação (não possuem lado de equilíbrio). Devemos ainda considerar que segundo diversos autores como Bell em sua obra “Dores Orofaciais” e J.P. Okeson em sua mais recente obra, citam que a vasoconstricção que sofre a musculatura devido às substâncias algogênicas pelos músculos liberadas em episódios de dor é o elemento chave no entendimento da atrofia por estes músculos desenvolvida após episódios de dor. Esta graduação é feita nesta placa com forças específicas e conhecidas e como é uma manobra “simples”, pode ser graduada e feita até mesmo pelo próprio Paciente. Ao montarmos a Placa VA com a intenção de usá-la também como instrumento para fisioterapia, montaremos as pistas em plano paralelo ao Plano Oclusal do Paciente para evitarmos movimentos fora do padrão efetuado pelo Paciente e criaremos retenção adicional às Placas com o uso de grampos de retenção que creio serem os em Seta e os de Benac os mais apropriados neste caso, desaparece a necessidade do uso dos grampos Prendedores de Elásticos. É importante salientar que após fazer os exercícios o paciente relata no mais das vezes grande relaxamento muscular, o que se explica pelo princípio fisioterápico da Inibição Recíproca, o que é capaz de proporcionar ao paciente uma noite de sono de melhor qualidade. Devo lembrar que os autores mais modernos como J.P.Okeson em seu livro mais recente atentam para a relação existente entre dormir mau e a Disfunçao Têmporo- mandibular. Sugestão para aplicação de exercícios fisioterápicos: Começaremos esta graduação com o mínimo esforço que o atrito das pistas já oferece normalmente, prescrevemos exercícios de rotação mandibular na freqüência de duas vezes ao dia, uma ao deitar e outra ao despertar aonde o Paciente fará duas seções de 20 rotações à direita e 20 à esquerda. O exercício seguinte será o de abertura e fechamento efetuado também 20 vezes com o uso do elástico 3/8 suave, que deverá ser trocado dia sim, dia não. Na semana seguinte, o elástico passa a ser usado também como forma a dificultar o movimento de lateralidade, sendo colocado no lado de equilíbrio do grampo medial superior ao grampo distal inferior e de forma inversa no lado de trabalho. Ao invertermos o lado que será de trabalho inverteremos também a posição dos elásticos que será, como na semana anterior, o de graduação “suave”, indicamos o mesmo número de repetições. Na semana a seguir, trocaremos o elástico para a graduação “médio” e não mudaremos o número de repetições. Na semana seguinte passaremos a usar o elástico de graduação “pesado” ainda sem aumento no número de repetições para então passarmos ao aumento do número de elásticos ou de repetições Podemos ainda, se o caso assim necessitar, aumentar até o limite que o nosso bom senso definir, as repetições, mas não aconselho o uso de mais de quatro elásticos pesados em cada lado, pois a Placa VA tenderá a se soltar, de qualquer forma, o que sente nosso Paciente e as necessidades específicas do caso é que serão guia às nossas atitudes. Os exercícios de Abertura devem ser complementados por exercícios de Fechamento para o qual usaremos os métodos correntes com, por exemplo, o “Hiperbolóide”. É ilustrativo lembrar que a Placa VA pode ser usada no tratamento de várias atrofias ósseas e musculares, hipoplasias etc. e pode também receber quase todos os recursos aplicáveis aos aparelhos Ortopédicos para os Maxilares, tornando-se ativa na resolução da maloclusão. Diferenciais entre as Placas VA e as outras Placas usualmente utilizadas. - Graduação da Dimensão Vertical- Por usar pistas oclusais, podemos graduar a dimensão vertical atingida pelo paciente com as placas em posição, e podemos a qualquer momento, aumentá-la ou diminui-la conforme alcançarmos ou não nosso objetivo. Cabe aqui sugestão de como melhor utilizarmos este recurso. Ao montarmos as Placas VA para paciente que não seja bruxômano, deveremos montar as placas dando um espaço entre as oclusais de uma distância entre 3 e 4mm pois corresponde ao Espaço Interoclusal de Repouso referido amplamente na literatura, o que garantirá à musculatura se estabilizar na Dimensão Oclusal de Repouso muscular peremptoriamente. Cabe aqui considerar que o local mais adequado para se efetuar esta medição é o chamado “Centro Masticale” (Bimler), pois é a única região do plano oclusal que não sofre alterações em caso de curvaturas oclusais (Spee e Wilson) alteradas, o que é muito comum nas maloclusões de Classe II e III e em caso de perdas de dentes posteriores. Se desejarmos uma manobra mais precisa, podemos medir em nosso paciente qual a sua Dimensão Vertical de Repouso individual e então montar a placa nesta dimensão. Porem, se nosso cliente é um bruxômano, devemos montá-lo com uma dimensão de 5 ou 6mm, pois este aumento da Dimensão Vertical, segundo diversas pesquisas, divulgadas por diversos autores, tende a eliminar o bruxismo. Se a dimensão em que foi montada a placa ainda for insuficiente para eliminar o Bruxismo, podemos recortar em acrílico uma nova pista e adiciona-la à placa, elevando assim mais um pouco a Dimensão Vertical. É importante também relatar que com adendos (pistas de acrílico recortadas e confeccionadas em espessura pré-determinada) podemos a qualquer momento e de maneira muito fácil, aumentar a dimensão vertical obtida com o aparelho. - Pequenas Movimentações Dentárias- A Placa VA é um instrumento que permite pequenos movimentos dentários que utilizaremos quando for necessário ou importante para o caso. Podemos, por exemplo, regularizar um molar que esteja na maloclusão conhecida como “Degrau Oclusal”, acrescentando a cada atendimento do nosso cliente em sua placa uma gota de acrílico na oclusal da placa na região correspondente àquele dente na região do degrau. Podemos ainda utilizar os grampos retencionais de Benac para mesializar ou distalizar um ou mais elementos dentários, conforme seja necessário ao nosso caso. Podemos ainda vestibularizar elementos dentários através do processo já demostrado de acrescentar acrílico e podemos ainda após montagem de torno expansor resolver apinhamentos acrescentando e desgastando acrílico, tendo esta manobra que ser precedida da montagem na placa de um arco vestibular. Os grampos de Benac por sua vez também podem ser usados para movimentação dentária, pois são grampos ativos. - Estabilidade de Posicionamento Dentário- As Placas V.A por sua peculiar montagem encapsulando “Todos” os dentes, inclusive os anteriores, impede extrusões dentárias, mesializações ou distalizações dentárias e principalmente as desagradáveis vestibularizações dos Incisivos, tão comuns e desagradáveis à estética do nosso paciente, que em geral, muito reclama quando isto acontece. Devemos sobre isto considerar que o uso da placa pelo portador de DTM pode ser algo para tempo suficiente para que estes e outros inconvenientes ocorram como, por exemplo, retrações gengivais. - Desprogramação Oclusal- As placas V.A possuem capacidade impar de Desprogramação Oclusal, que se dá pela liberdade extrema de movimentação da mandíbula em função das Pistas Oclusais. Esta desprogramação, segundo autores diversos como W.E. Bell e J.P.Okeson, induz um substancial efeito benéfico no desconforto das desordens temporomandibulares diversas. - Os exercícios fisioterápicos de movimentos contra-resistência, feitos à noite imediatamente antes do deitar, concorrem à rápida diminuição ou extinção das dores musculares, o que proporciona ao paciente melhor qualidade de sono. - Maior rapidez na instituição do “Molde Cortical”- Esta instituição de um “limite de amplitude de movimento” importante para o controle de diversas patologias como por exemplo o “Deslocamento Espontâneo” do(s) côndilo(s) da mandíbula. Desvantagens: - As Placas V.A. tem como desvantagem o maior gasto de tempo para sua confecção e a necessidade de se possuir os alicates especiais para ortodontia do tipo “bico reto” e “1/2 cana” para a confecção dos grampos de Cid Benac ou os em Seta. Também como dependem da presença de dentes para sua melhor retenção, esta fica prejudicada com a ausência não devidamente recuperada destes, o que algumas vezes pode ser compensado usando grampos de retenção diferentes, como por exemplo, grampo de Adams em um molar sem dente adjacente. Conclusão: - As Placas VA inauguram um novo segmento de possibilidades de tratamento das DTMs: A aplicação de recursos da Fisioterapia para se alcançar o relaxamento muscular, a instituição de Molde Cortical com maior eficiência e rapidez, e contribuir para uma melhor qualidade de sono alcançada rapidamente pelo paciente, o que os autores mais modernos revelam ser de grande importância para se conseguir o controle dos sintomas desta síndrome de caráter tão renitente ao tratamento e que tanto desconforto traz a seus portadores.
fonte:http://www.odontologia.com.br/artigos.asp?id=347&idesp=9&ler=s
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Fisioterapeuta funde técnicas no tratamento de ATM
Um tratamento realizado pela equipe do Centro de Saúde da Comunidade (Cecom) da Unicamp tem alcançado bons resultados para a Disfunção da Articulação Têmporomandibular (ATM) – articulação localizada na face, responsável por nada menos que 1.500 movimentos diários.
A proposta envolve técnicas avançadas de eletroestimulação neural transcutânea – com aparelho denominado Tens – seqüência de exercícios de fisioterapia por um período de quatro a seis meses (dependendo do grau da disfunção) e acupuntura. A ATM atua como aliada em movimentos coordenados na face. Quando não é feita em harmonia, ocorrem problemas como dor de cabeça intensa na região frontal, temporal e no fundo dos olhos, além de dores no pescoço, ânsia, náusea, vertigem e, principalmente, a má postura. Como a resposta ao tratamento realizado desde 1999 no Cecom tem sido satisfatória, na avaliação da fisioterapeuta Renata Cristina Di Grazia, o trabalho inspirou o desenvolvimento de sua dissertação de mestrado “As alterações posturais relacionadas com a Disfunção de Articulação Têmporomandibular e seu tratamento”. O estudo foi apresentado, em fevereiro, na Faculdade de Educação Física e orientado pela professora Antônia Dalla Pria Bankoff. Para a pesquisa, Renata selecionou dez pacientes que realizaram tratamento nos anos de 2001 e 2002, com sintomas comuns de dor constante e má postura, na faixa etária de 27 a 50 anos. Ao final dos exercícios e da eletroterapia, 90% dos pacientes estavam totalmente sem dor e com a postura corrigida. Somente um dos selecionados não alcançou a cura, pois o problema estava associado a uma hérnia de disco e, portanto, necessitava de outro tipo de procedimento. Mesmo assim, o paciente, ao final das sessões de fisioterapia, não apresentava dor intensa e melhorou a postura em 70%. Para um diagnóstico preciso, a fisioterapeuta aplicou um protocolo de verificação sobre o histórico médico e odontológico, fez avaliação postural e recorreu a exames computadorizados sofisticados, como por exemplo a baropodometria, realizados em equipamentos do Laboratório de Eletromiografia e Biomecânica da Postura da Faculdade de Educação Física, em todos os pacientes. A partir da detecção do problema, Renata usou o aparelho de esletroestimulação (Tens) com modulação de 100 Hz/100ms por 20 minutos nos pontos de dor, alternando a modulagem para o fortalecimento do músculo e associou seqüência específica de exercícios semelhantes para os dez pacientes de alongamento, relaxamento e fortalecimento. Nestes pacientes que foram descritos na dissertação, Renata não utilizou técnicas de acupuntura. Diagnóstico difícil – Por ser determinada por múltiplos fatores, Renata explica que o problema nem sempre é de fácil detecção. “Seu diagnóstico e tratamento, por exemplo, inclui diferentes especialidades como a odontologia, fisioterapia, medicina, psicologia e educação física”. Ela esclarece que, em geral, os sintomas não aparecem simultaneamente e isto faz com que o indivíduo portador da disfunção recorra a outras especialidades para tratamento isolado do problema, não o atacando em sua raiz. “As pessoas procuram este tipo de tratamento somente quando esgotaram todas as possibilidades de diagnóstico”. Segundo Renata, o problema pode ser provocado pela diminuição do espaço entre as artérias vertebrais e a conseqüente diminuição do fluxo sangüíneo, por isso os sintomas de dores de cabeça ou enxaqueca podem ser facilmente confundidos com sinusite. Ao longo de cinco anos no tratamento da disfunção em professores, funcionários e estudantes da Unicamp, Renata já atendeu mais de 600 pacientes e atualmente 35 encontram-se em tratamento. Em alguns casos, pôde observar que outro fator importante relacionado à disfunção é o estresse. Nestes casos, a fisioterapeuta também encaminha para o setor de psicologia ou psiquiatria para o tratamento adequado.
fonte:http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/julho2003/ju221pg04a.html
A proposta envolve técnicas avançadas de eletroestimulação neural transcutânea – com aparelho denominado Tens – seqüência de exercícios de fisioterapia por um período de quatro a seis meses (dependendo do grau da disfunção) e acupuntura. A ATM atua como aliada em movimentos coordenados na face. Quando não é feita em harmonia, ocorrem problemas como dor de cabeça intensa na região frontal, temporal e no fundo dos olhos, além de dores no pescoço, ânsia, náusea, vertigem e, principalmente, a má postura. Como a resposta ao tratamento realizado desde 1999 no Cecom tem sido satisfatória, na avaliação da fisioterapeuta Renata Cristina Di Grazia, o trabalho inspirou o desenvolvimento de sua dissertação de mestrado “As alterações posturais relacionadas com a Disfunção de Articulação Têmporomandibular e seu tratamento”. O estudo foi apresentado, em fevereiro, na Faculdade de Educação Física e orientado pela professora Antônia Dalla Pria Bankoff. Para a pesquisa, Renata selecionou dez pacientes que realizaram tratamento nos anos de 2001 e 2002, com sintomas comuns de dor constante e má postura, na faixa etária de 27 a 50 anos. Ao final dos exercícios e da eletroterapia, 90% dos pacientes estavam totalmente sem dor e com a postura corrigida. Somente um dos selecionados não alcançou a cura, pois o problema estava associado a uma hérnia de disco e, portanto, necessitava de outro tipo de procedimento. Mesmo assim, o paciente, ao final das sessões de fisioterapia, não apresentava dor intensa e melhorou a postura em 70%. Para um diagnóstico preciso, a fisioterapeuta aplicou um protocolo de verificação sobre o histórico médico e odontológico, fez avaliação postural e recorreu a exames computadorizados sofisticados, como por exemplo a baropodometria, realizados em equipamentos do Laboratório de Eletromiografia e Biomecânica da Postura da Faculdade de Educação Física, em todos os pacientes. A partir da detecção do problema, Renata usou o aparelho de esletroestimulação (Tens) com modulação de 100 Hz/100ms por 20 minutos nos pontos de dor, alternando a modulagem para o fortalecimento do músculo e associou seqüência específica de exercícios semelhantes para os dez pacientes de alongamento, relaxamento e fortalecimento. Nestes pacientes que foram descritos na dissertação, Renata não utilizou técnicas de acupuntura. Diagnóstico difícil – Por ser determinada por múltiplos fatores, Renata explica que o problema nem sempre é de fácil detecção. “Seu diagnóstico e tratamento, por exemplo, inclui diferentes especialidades como a odontologia, fisioterapia, medicina, psicologia e educação física”. Ela esclarece que, em geral, os sintomas não aparecem simultaneamente e isto faz com que o indivíduo portador da disfunção recorra a outras especialidades para tratamento isolado do problema, não o atacando em sua raiz. “As pessoas procuram este tipo de tratamento somente quando esgotaram todas as possibilidades de diagnóstico”. Segundo Renata, o problema pode ser provocado pela diminuição do espaço entre as artérias vertebrais e a conseqüente diminuição do fluxo sangüíneo, por isso os sintomas de dores de cabeça ou enxaqueca podem ser facilmente confundidos com sinusite. Ao longo de cinco anos no tratamento da disfunção em professores, funcionários e estudantes da Unicamp, Renata já atendeu mais de 600 pacientes e atualmente 35 encontram-se em tratamento. Em alguns casos, pôde observar que outro fator importante relacionado à disfunção é o estresse. Nestes casos, a fisioterapeuta também encaminha para o setor de psicologia ou psiquiatria para o tratamento adequado.
fonte:http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/julho2003/ju221pg04a.html
FISIOTERAPIA E ODONTOLOGIA NO TRATAMENTO DAS DTM
fonte:http://www.odontogeral.hpg.ig.com.br/fisioterapianasdtm.html
Fisioterapia para músculos faciais
Dor forte quando a pessoa mastiga ou ri, além de ruídos ou estalos, são sintomas de que pode haver problemas na delicada região mandibular. Técnicas de relaxamento podem ser a melhor solução para manter o sorriso aberto.
Você sabia que a articulação da boca funciona como a do joelho? Sim, além de também ser sinovial, o que significa que possui uma maior mobilidade, comporta um menisco: o disco articular, que acompanha a mandíbula quando a boca faz o movimento de abertura. Deu então para perceber que é uma região delicada como a do joelho, onde podem ocorrer com freqüência problemas na musculatura e na articulação. E quando há algum desequilíbrio musculoesquelético na região, que pode provocar espasmos na mandíbula ou deslocamento do disco, as dores podem se estender à coluna cervical, e atingir até mesmo os ombros e a cabeça.A novidade é que agora os dentistas estão diagnosticando o problema muito mais rapidamente — não é para menos: se há 15 anos apenas 20% da população tinha problemas como o bruxismo, que leva ao ranger dos dentes e conseqüentemente à má oclusão (encaixe das arcadas dentárias) e ao desequilíbrio da articulação, hoje, por causa do estresse da vida moderna, 80% sofrem desses distúrbios. E devido à freqüência das queixas, os dentistas também estão buscando a solução em tratamentos integrados.A fisioterapeuta Liriana Carneiro especializou-se em tratar de problemas causados por desordens temporomandibulares e dor orofacial. “É comum que a pessoa antes de chegar ao especialista certo já tenha passado por vários médicos. Uma cliente minha, por exemplo, chegou a arrancar três dentes porque seu dentista não identificava que o problema era muscular. Era um ponto gatilho do músculo masseter usado durante a mastigação que gerava dor irradiada para os dentes”, conta ela.Segundo a especialista, os principais sintomas de que pode haver problemas nos músculos ou na articulação da região mandibular são uma dor forte quando a pessoa mastiga ou ri, uma dor localizada na mandíbula ou que se estende a pescoço, face e cabeça, uma limitação de abertura da mandíbula, um travamento que pode ou não voltar para o lugar, além de ruídos ou estalos. “Uma das formas de tratar é auxiliando fisioterapia, tratamento dentário e até medicamentos. O dentista pode receitar, por exemplo, uma placa para ser usada à noite que modificar os estímulos da região e reprogramar o cérebro. A fisioterapia poderá tratar da rigidez capsular, dos espasmos, das contraturas e das desordens dos músculos”, diz Liriana. Para o odontologista Marcelo Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética e Reparadora, as disfunções da região mandibular podem ser confundidas com otite. “É preciso estar atento à oclusão dos dentes, é o encaixe ideal que leva ao bom funcionamento dos músculos, que devem trabalhar de forma coordenada. Quando o encaixe é descentralizado é um início de um comprometimento da articulação”, afirma.Segundo ele, é preciso verificar se houve algum problema nos trabalhos de reabilitação oral. “Não basta fazer uma ponte ou pôr uma prótese, mas acompanhar de que forma está sendo feito o trabalho. Muitas vezes, em vez de se resolver um problema, cria-se outro”, explica. Isso ocorre porque os dentes passam a encaixar mal e os músculos trabalham de forma desarmônica.“A dor pode se manifestar em diferentes graus. Mas normalmente a dor se irradia para a região temporal”, diz Fonseca. “Mas gente que sente dor na cervical pode estar com problemas na região mandibular”, completa o especialista.De acordo com ele, o dentista precisa avaliar que tratamento fará com o paciente, podendo até fazer novas restaurações para quem já tem prótese. “Oferecemos ainda um trabalho chamado Reset que trabalha com a desprogramação da musculatura em espasmo.”Esta técnica, utilizada pela terapeuta Lílian Knapp, relaxa 90% dos músculos do corpo e da face; acessa e energiza os meridianos de acupuntura; e oferece uma poderosa combinação de hidratação e relaxamento muscular.
fonte:Diário de São Paulohttp://www.odontologia.com.br/noticias.asp?id=389&idesp=9&ler=s
Você sabia que a articulação da boca funciona como a do joelho? Sim, além de também ser sinovial, o que significa que possui uma maior mobilidade, comporta um menisco: o disco articular, que acompanha a mandíbula quando a boca faz o movimento de abertura. Deu então para perceber que é uma região delicada como a do joelho, onde podem ocorrer com freqüência problemas na musculatura e na articulação. E quando há algum desequilíbrio musculoesquelético na região, que pode provocar espasmos na mandíbula ou deslocamento do disco, as dores podem se estender à coluna cervical, e atingir até mesmo os ombros e a cabeça.A novidade é que agora os dentistas estão diagnosticando o problema muito mais rapidamente — não é para menos: se há 15 anos apenas 20% da população tinha problemas como o bruxismo, que leva ao ranger dos dentes e conseqüentemente à má oclusão (encaixe das arcadas dentárias) e ao desequilíbrio da articulação, hoje, por causa do estresse da vida moderna, 80% sofrem desses distúrbios. E devido à freqüência das queixas, os dentistas também estão buscando a solução em tratamentos integrados.A fisioterapeuta Liriana Carneiro especializou-se em tratar de problemas causados por desordens temporomandibulares e dor orofacial. “É comum que a pessoa antes de chegar ao especialista certo já tenha passado por vários médicos. Uma cliente minha, por exemplo, chegou a arrancar três dentes porque seu dentista não identificava que o problema era muscular. Era um ponto gatilho do músculo masseter usado durante a mastigação que gerava dor irradiada para os dentes”, conta ela.Segundo a especialista, os principais sintomas de que pode haver problemas nos músculos ou na articulação da região mandibular são uma dor forte quando a pessoa mastiga ou ri, uma dor localizada na mandíbula ou que se estende a pescoço, face e cabeça, uma limitação de abertura da mandíbula, um travamento que pode ou não voltar para o lugar, além de ruídos ou estalos. “Uma das formas de tratar é auxiliando fisioterapia, tratamento dentário e até medicamentos. O dentista pode receitar, por exemplo, uma placa para ser usada à noite que modificar os estímulos da região e reprogramar o cérebro. A fisioterapia poderá tratar da rigidez capsular, dos espasmos, das contraturas e das desordens dos músculos”, diz Liriana. Para o odontologista Marcelo Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética e Reparadora, as disfunções da região mandibular podem ser confundidas com otite. “É preciso estar atento à oclusão dos dentes, é o encaixe ideal que leva ao bom funcionamento dos músculos, que devem trabalhar de forma coordenada. Quando o encaixe é descentralizado é um início de um comprometimento da articulação”, afirma.Segundo ele, é preciso verificar se houve algum problema nos trabalhos de reabilitação oral. “Não basta fazer uma ponte ou pôr uma prótese, mas acompanhar de que forma está sendo feito o trabalho. Muitas vezes, em vez de se resolver um problema, cria-se outro”, explica. Isso ocorre porque os dentes passam a encaixar mal e os músculos trabalham de forma desarmônica.“A dor pode se manifestar em diferentes graus. Mas normalmente a dor se irradia para a região temporal”, diz Fonseca. “Mas gente que sente dor na cervical pode estar com problemas na região mandibular”, completa o especialista.De acordo com ele, o dentista precisa avaliar que tratamento fará com o paciente, podendo até fazer novas restaurações para quem já tem prótese. “Oferecemos ainda um trabalho chamado Reset que trabalha com a desprogramação da musculatura em espasmo.”Esta técnica, utilizada pela terapeuta Lílian Knapp, relaxa 90% dos músculos do corpo e da face; acessa e energiza os meridianos de acupuntura; e oferece uma poderosa combinação de hidratação e relaxamento muscular.
fonte:Diário de São Paulohttp://www.odontologia.com.br/noticias.asp?id=389&idesp=9&ler=s
O que é DTM???
De acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, mais de dez milhões de americanos sofrem de Disfunções/Desordens da ATM. Esta é a estimativa mais conservadora que nós vimos.
A ATM são as duas articulações que estão localizadas a frente dos ouvidos e que conectam a mandíbula ao crânio. O disco é um tecido similar ao menisco do joelho que está posicionado na cabeça da mandíbula, (côndilo mandibular) e age como um amortecedor entre o crânio e o côndilo. Quando intacto, eles são as únicas articulações no corpo humano que trabalham juntos (bilateralmente) como uma única unidade. Essas articulações nos permitem executar funções como abrir e fechar a boca, mastigar, deglutir, respirar, falar e etc. Os problemas que podem acontecer com a articulação temporomandibular são artrite, trauma, tumores, deslocamento do disco, perfurações, travamento mandibular, queixo caído. Outro componente freqüente destas disfunções/Desordens articulares são os músculos dolorosos da mastigação que é diagnosticado como Disfunção dolorosa Miofascial. Você pode já ter sentido problemas articulares, ou problemas musculares ou ambos. "DTM " como nós sabemos pode se manifestar desde um simples estalo articular e desconforto moderado na frente dos ouvidos a uma completa incapacidade da mandíbula e dor severa. Quando não tratada a tempo, pode ser o começo de um pesadelo no qual vidas são destruídas, sonhos quebrados, relações familiares desgastadas e as pessoas ficam desesperadas. Se você tem DTM, pode ter gastado anos de sua vida e milhares de dólares em tratamentos e sendo encaminhado de um médico a outro esperando um alívio. Estes profissionais podem ter falado que você está louco ou precisa melhorar sua ansiedade. Eles podem ter falado que você não tem dor; podem ainda tê-lo abandonado dizendo que não há nada mais a ser feito para você... Depois que você gastou milhares ou centenas de milhares de dólares em tratamentos. Se isso lhe soa familiar, você não está só. Não está louco e, principalmente, não deve culpar-se por não ter melhorado. É possível que você tenha recebido um ou muitos do mais de 49 tratamentos que são recomendados aos pacientes com disfunção de ATM neste país, a maioria é recomendado em base da preferência do profissional ou experiência pessoal. Sua experiência pessoal pode mostrar que há muita discordância entre os profissionais sobre a maioria dos aspectos das Disfunções/Desordens da ATM. SINTOMAS Os sintomas comumente citados são os seguintes Dor facial Dor mandibular Dor no pescoço, ombro e/ou costas Dor nas articulações ou face, ao abrir ou fechar a boca (bocejar, ou mastigar) Enxaquecas (tipo tensão) Inchaço ao lado da boca e/ou da face Mordida que sente incômoda, " fora de lugar " ou como se estivesse mudando continuamente Uma abertura limitada ou inabilidade para abrir a boca confortavelmente Desvio da mandíbula para um lado Travamento ao abrir ou fechar a boca Ruídos articulares, dor de ouvido, surdez momentânea Vertigem ou zumbido Ouvido tampado Perturbações visuais Um recente estudo conduzido pelo Dr. J.C. Turp, constatou que em grande porcentagem de pacientes de DTM, a distribuição da dor era mais irradiada que comumente assumida nas pesquisas dos profissionais clínicos. "Evidências sugerem uma significativa correlação entre desordens temporomandibulares e condições de dor em outras partes do corpo".
fonte:http://www.wmulher.com.br/template.asp?canal=saude&id_mater=1269
A ATM são as duas articulações que estão localizadas a frente dos ouvidos e que conectam a mandíbula ao crânio. O disco é um tecido similar ao menisco do joelho que está posicionado na cabeça da mandíbula, (côndilo mandibular) e age como um amortecedor entre o crânio e o côndilo. Quando intacto, eles são as únicas articulações no corpo humano que trabalham juntos (bilateralmente) como uma única unidade. Essas articulações nos permitem executar funções como abrir e fechar a boca, mastigar, deglutir, respirar, falar e etc. Os problemas que podem acontecer com a articulação temporomandibular são artrite, trauma, tumores, deslocamento do disco, perfurações, travamento mandibular, queixo caído. Outro componente freqüente destas disfunções/Desordens articulares são os músculos dolorosos da mastigação que é diagnosticado como Disfunção dolorosa Miofascial. Você pode já ter sentido problemas articulares, ou problemas musculares ou ambos. "DTM " como nós sabemos pode se manifestar desde um simples estalo articular e desconforto moderado na frente dos ouvidos a uma completa incapacidade da mandíbula e dor severa. Quando não tratada a tempo, pode ser o começo de um pesadelo no qual vidas são destruídas, sonhos quebrados, relações familiares desgastadas e as pessoas ficam desesperadas. Se você tem DTM, pode ter gastado anos de sua vida
O que é ATM???
| O termo ATM antigamente designado articulação temporomandibular, foi atualmente substituído por Algias por Tensões Musculares (também chamado de DTM - distúrbio temporo mandibular), refere-se à a uma série de fatores que comprometem essa articulação, e que se manifesta principalmente com dor, que pode irradiar para cabeça e braços, estalos ou crepitações, dificuldades de abrir ou fechar a boca. |
Avaliação fisioterapêutica dos sistemas mastigatório e respiratório
Síndrome Otodental1, também chamada Otodentodisplasia2, Displasia Otodental3 e Globodontia4, foi citada como um tipo de displasia ectodérmica, com uma herança autossômica dominante de expressividade variável2
Alguns autores1,5,6 descrevem as coroas dos caninos e dentes posteriores alargadas, bulbosas e malformadas, com múltiplos lóbulos proeminentes. A relação entre cúspides e as principais fissuras entre os dentes são eliminadas (por isso, o uso do termo globodontia)1. Os dentes pré-molares são freqüentemente ausentes ou pequenos e ocorre, freqüentemente, erupção tardia com má-formação dos dentes posteriores decíduos e permanentes, além da perda da audição a altas freqüências1,2,3,4,6,7.
As alterações na dentição decídua são mais intensas, acarretando alterações faciais como anteversão das narinas, face alongada, um longo filtrum, bochechas protuberantes, mordida aberta anterior e contração dos músculos orbiculares e mentoniano na tentativa de fechar a boca, esta dificuldade muitas vezes leva o indivíduo a adotar uma mudança no padrão respiratório, a fim de facilitar as trocas gasosas, passando a utilizar assim, a respiração bucal4,6,8. Para facilitar a passagem do ar pela cavidade oral é necessário o aumento do espaço funcional interoclusal. Para isto o indivíduo respirador bucal realiza o abaixamento mandibular e a extensão da cabeça prejudicando seu campo visual e, como compensação, ocorre a flexão cervical9. Estas sucessivas mudanças provocam desequilíbrios em todo sistema estomatognático, alterando a postura de repouso e as funções mastigação, fala e deglutição9.
Os respiradores bucais apresentam alterações no sistema estomatognático, que se manifestam na conformação e estrutura dos órgãos, fazendo com que o corpo saia de seu eixo, se estas alterações não forem detectadas a tempo, poderão transformar-se em deformidades esqueléticas degenerativas, provocando graves conseqüências10. Este estudo tem por objetivo detectar possíveis alterações nos sistemas mastigatório, respiratório e na postura de um portador da Síndrome Otodental, e desta forma contribuir para o conhecimento científico sobre esta patologia.
METODOLOGIA
A metodologia a seguir foi submetida à avaliação e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário de Araraquara (protocolo nº 252/2004). Foi realizada, na Clínica de Fisioterapia do Centro Universitário de Araraquara, a avaliação fisioterapêutica de uma criança, 10 anos de idade, sexo feminino, portadora da Síndrome Otodental. A avaliação foi realizada por um único examinador, previamente treinado.
A ficha de avaliação elaborada para este estudo foi dividida em anamnese e exame físico. Na anamnese foram colhidas informações sobre problemas respiratórios e alterações do sistema mastigatório como dor na articulação temporomandibular ou músculos mastigatórios, dores de cabeça e dificuldades na mastigação. No exame físico foram realizadas inspeção geral da face, pescoço e tórax, avaliação postural, investigação do tônus dos músculos mastigatórios e respiratórios, avaliação da amplitude da articulação temporomandibular e cirtometria toracoabdominal. Todas as medidas foram realizadas três vezes, sendo considerada a média aritmética dos valores obtidos.
Na avaliação postural foram investigados a postura da cabeça e coluna cervical, posição de ombros e pelve e alterações das curvaturas da coluna. Na inspeção das características faciais foram observados a fisionomia, formato e altura da face, tônus muscular e assimetrias, e ainda, o padrão respiratório e o tipo de tórax12. A palpação dos músculos acessórios da respiração12 e dos músculos masseter e temporal11 foi realizada com o objetivo de determinar o tônus e a presença de dor muscular, e foi mensurada a amplitude dos movimentos da articulação temporomandibular com o auxílio de um paquímetro da marca Vonder11. A determinação do tônus dos músculos intercostais e diafragma foram realizados e graduados segundo parâmetros e escala pré-determinada12.
A cirtometria toracoabdominal foi realizada utilizando-se uma fita métrica nos níveis axilar, xifoideano e abdominal (cicatriz umbilical), sendo o diâmetro da caixa torácica mensurado no repouso respiratório e ao final da inspiração e expiração máximas12. Para garantir a confiabilidade dos valores obtidos, todas as medidas foram realizadas duas vezes, utilizando-se a média dos valores obtidos.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Através dos dados colhidos na anamnese foi relatada perda gradual da audição detectada em avaliação otorrinolaringológica, o que representa um achado comum já descrito em outros estudos1,2,3,4,6,7, além doatraso na erupção dentária primária e secundária2,4,6. A voluntária relatou ainda ser portadora de alterações respiratórias como rinite alérgica e dificuldade na respiração nasal noturna. Sobre presença de hábitos parafuncionais do sistema mastigatório foram relatados roer unhas, morder tampas de caneta e apoiar o queixo na mão. À inspeção e nos registros fotográficos foi observada fisionomia inexpressiva, face alongada, anteversão das narinas, longo filtrum, lábio superior hipotônico, bochechas flácidas e hiperatividade do músculo mentoniano ao cerramento labial, características estas, encontradas em outros indivíduos portadores da Síndrome Otodental4 como também em respiradores bucais8,9,13.
Foram encontradas ainda características posturais coincidentes com as encontradas em respiradores bucais, já citadas na literatura10,13 como a anteriorização da cabeça com retificação de coluna cervical, protrusão dos ombros, protrusão abdominal e hiperlordose lombar com anteversão pélvica. A cirtometria tóraco-abdominal evidenciou uma maior mobilidade da região axilar, o que infere o padrão apical da respiração, não sendo, no entanto, encontradas alteração do tórax, anormalidades à palpação dos músculos acessórios da respiração, nem dos músculos intercostais e diafragma que foram classificados como "bons"12. Não foram encontradas alterações do tônus dos músculos masseter e temporal à palpação, o que contradiz alguns achados da literatura sobre respiradores bucais13, nem restrição da amplitude mandibular.
Foi encontrado apenas aumento da sensibilidade dolorosa bilateral do músculo masseter, possivelmente devido à presença dos hábitos parafuncionais10. Apesar de não terem sido encontrados sinais ou sintomas de desordens temporomandibulares, os hábitos parafuncionais são importantes fatores etiológicos de tais condições, podendo colaborar para o desenvolvimento das mesmas. Os achados das características faciais e postura da voluntária são comuns aos de portadores de respiração bucal 8,10, sugerindo um desenvolvimento de alterações respiratórias secundárias à Síndrome Otodental. A relação encontrada entre as alterações dentárias associada a desvios posturais e respiração bucal requerem diagnóstico e intervenção precoce, objetivando minimizar suas conseqüências. Contudo, maiores estudos deverão ser realizados para garantir a confiabilidade dos achados em portadores de síndrome Otodental.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Gorlin RJ, Cohen MMJr, Hennekan RCM. Syndromes of Head and Neck. 3ª ed. Ed. New York: Oxford University Press; 2001 p. 859-77.
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6. Santos-Pinto L, Oviedo MDO, Santos-Pinto A, Iost HI, Seale NS, Reddy AK. Otodental syndrome: three familial case reports. Pediat. Dent 1998; 20(3): 208-11.
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10. Marins RS. Síndrome do respirador bucal e modificação posturais em crianças e adolescentes: a importância da fisioterápica na equipe multidisciplinar.Fisio. em mov 2001; 14(1): p. 45-52.
11. Okeson JP. Tratamento das desordens temporomandibulares e oclusão. 4ºed. São Paulo: Artes médicas; 2000. p. 190-200.
12. Costa D. Fisioterapia Respiratória Básica. São Paulo. Ed. Manole; 1999 p. 28-35.
13. Bianchini EMG. A cefalometria nas alterações miofuncionais orais: diagnóstico e tratamento fonoaudiológico. Pró-Fono São Paulo 1993; p. 27-28.
fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552006000100018&lng=es&nrm=&tlng=pt
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