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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Simulador de Ventilação Mecânica



Excelente para quem está iniciando o estudo de ventilação mêcanica. Podem ser inseridos parâmetrosa ventilatórios para adultos, crianças e neonatos dentre outros ajustes.
Muito util para estudantes de fisioterapia e fisioterapeutas que trabalho em Pronto-atendimentos, UTIs (adulto  e infantil) e Centro-cirúrgico




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terça-feira, 26 de abril de 2011

Fixador de cânula de traqueostomia – Faça você mesmo


Todo fisioterapeuta tem um pouco MacGyver, por isso a postagem de hoje é ao mesmo tempo uma aula de artesanato e um serviço de utilidade pública, ou melhor dizendo: um serviço à quem trabalha em hospital público. A escassez de material (às vezes básico como luvas e álcool) é um problema crônico na maioria das unidades e acho que é desnecessário me alongar neste assunto. Por isso resolvi postar um pequeno manual passo a passo de como improvisar um fixador de traqueostomia.
Naturalmente, estou partindo do pressuposto de que na sua unidade você conseguirá ter acesso aos seguintes materiais:
Material:
  • 1 máscara facial de procedimento
  • 4 gazes (não precisa ser estéril)
  • 10cm de esparadrapo (de preferência micropore, se não tiver serve até fita crepe)
Como fazer:
#1- Inicialmente é preciso retirar um pequeno arame que fica dentro da máscara e serve pra moldar no nariz. Não tem mistério nenhum e não é preciso usar tesoura e nem cortar nada, basta abrir devagar a máscara e retirar o arame.



#2- Agora vamos começar a aula de artesanato: Com cuidado destaque os fixadores da máscara. Um detalhe: tratam-se de apenas duas cordas e não quatro, assim, destaque com cuidado e reserve uma das cordas (fig 2.0), se você conseguir vai ficar assim como a figura 2.1 abaixo.
Fig 2.0 e Fig 2.1
#3- Muito bem, mãos à obra: vamos começar posicionando as gazes e a cordinha e em seguida enrolando conforme a figura abaixo
#4- Depois de devidamente enrolado, passe o esparadrapo longitudinalmente para evitar que o fixador se desenrole e reforce também as extremidades. Pronto! agora seu paciente tem um fixador limpinho pra sua tráqueo! Ao prender o fixador nas alças da tráqueo cuidado para não apertar demais pois pode ferir o paciente e corte o excesso de corda com uma tesoura.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Emergência Cardíaca


O que fazer num caso de parada Cardiorrespiratória

   A medicina avança a passos largos para a solução de muitos problemas físicos, pretendendo suprir as falhas biológicas. No entanto, na maioria dos casos, quando a vítima de uma ocorrência dessa natureza não tem socorro imediato, a medicina poderá não conseguir recupera-la para uma vida funcional.
   No caso de falhas do principal músculo do corpo, o coração, a vitima depende de quem presencia a crise ou de quem a encontra, dos seus conhecimentos e bom senso. Todo cidadão deveria ter os conhecimentos mínimos necessários para socorrer uma vitima de parada cardiorrespiratória. É normal pensarmos que essa situação não vai acontecer conosco, e só percebemos a necessidade quando um familiar ou amigo tem uma crise cardíaca e nos sentimos inúteis por nada poder fazer.
Ajuda Imediata
    No caso de presenciar uma crise cardíaca, coloque a vitima imediatamente em um lugar protegido, sentada num ângulo de aproximadamente 45 graus e com as costas apoiadas. Chame o socorro especializado, transmitindo toda a sintomatologia apresentada. Algumas vezes, deparamo-nos com uma vitima inconsciente em sinal de respiração e sem pulso. Nesse caso, o socorro é a atuação prioritária que pode fazer a diferença entre uma vitima com possibilidade de reanimação e viver, ou uma que ficará de pendente de terceiros para sai sobrevivência caso não morra. É importante pedir ajuda a qualquer pessoa que esteja perto. Essa pessoa poderá servir como intermediaria entre você e os interlocutores do socorro especializado, ajudando na transmissão dos dados que forem pedidos.
Como Socorrer
    A reanimação cardiopulmonar pode ser fundamental. Alterne 15 compressões torácicas com duas insuflações pausados e profundas (através de respiração boca-a-boca). Para fazer corretamente essa reanimação, você deve levar em conta a anatomia e fisiologia dos sistemas circulatórios e respiratórios. O fato de a língua cair para dentro da garganta é o maior empecilho à entrada de ar, devendo-se então efetuar a extensão da cabeça, para que as vias respiratórias fiquem libertas e haja melhor circulação de ar.
   O coração esta situado no terço inferior do osso esterno, acima do apêndice xifóide. Por isso, a vitima deve ser colocado deitada de costas e sobre uma superfície rígida. Ajoelhe junto da vitima e localize a região das compressões torácicas, deslizando os dedos pela grelha costal até encontrar o apêndice xifóide. Coloque aí dois dedos, e, ao lado deles, sobre essa mão, posicione a outra mão.Sobre essa mão posicione a outra e, entrelaçando os dedos, eleve-os de modo que não fiquem apoiados sobre o tórax da vitima.
   Estique bem os braços e, sem dobrar os cotovelos, lance o peso do seu corpo sobre o esterno da vitima iniciado as compressões torácicas de forma ritmada e regular, a fim de conseguir uma freqüência de pelo menos 80 a100 por minuto. Mantenha essa manobra (duas insuflações mais 15 compressões torácicas) até a chegada do socorro especializado.


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Sua respiração entrando nos eixos


A Fisioterapia respiratória é um conjunto de técnicas, que visam basicamente a correção da dinâmica diafragmática, que se encontra alterada na maioria dos pacientes portadores de Patologias Respiratórias.
Uma respiração correta é indispensável ao bem estar geral e tem como função básica, levar o oxigênio aos tecidos e eliminar o gás carbônico.
O diafragma é o principal músculo da respiração, numa inspiração normal, ele se contrai e promove uma leve projeção do abdome para frente e ocorre a expansão dos pulmões, a musculatura do torax superior deve estar relaxada para que aconteça a distribuição de ar em todas as áreas do pulmão.
Na expiração acontece o relaxamento do diafragma e o retorno dos pulmões à posição inicial, com uma leve contração do abdome.
Numa visão mais moderna, dividimos o corpo em cadeias musculares que são grande grupos musculares.
Temos a cadeia respiratória (inspiratória), a cadeia anterior e a posterior, que são entre outras as mais importantes do corpo.
Tem pessoas que se encurvam para frente, apresentam encurtamento da cadeia anterior outras são retas de mais, tem a coluna retificada, apresentam portanto um encurtamento da cadeia posterior.
No Paciente asmático a cadeia respiratória, geralmente se encontra encurtada e tem relação com toda a coluna vertebral.
Dizemos que o paciente apresenta um bloqueio inspiratório ou seja, ele usa para respirar mais a parte superior do toráx e apresenta uma diminuição do movimento da caixa toráxica inferior com o diafragma tendo sua função invertida.
Na inspiração, ele ao invés de crescer a barriga, encolhe a barriga dificultando assim a descida do diafragma.
Com o passar dos anos, esta respiração errada, provoca um desequilíbrio de toda a musculatura do toráx levando ao surgimento de deformidades torácicas como: peito de pombo, peito escavado, depressão sub-mamária, tórax em tonel, entre outras.
Promove também como consequência alterações da coluna vertebral, desvios da coluna "escoliose", postura cifótica "corcunda", ombros caídos, aumento da curvatura da região lombar a "hiperlordose" etc.
O Paciente cria o círculo vicioso no qual a respiração errada piora a postura errada e a postura errada piora a respiração.
Para tratamento utilizamos uma das técnicas mais modernas que se chama Reeducação Postural Global ou simplsmente RPG, que foi desnvolvida por um francês Philippe Souchard.
O Método visa reeducar a respiração e o corpo ao mesmo tempo promovendo assim uma reestruturação Postural Global.
O trabalho é feito através de posturas estáticas de alongamento e relaxamento de todos os músculos do corpo de forma suave e progressiva.
Assim sendo, vamos esticar o fio das retrações musculares do paciente. Imaginemos várias pessoas numa roda, de braços dados, se uma das pessoas tropeça, carregará todas as outras no seu desequilíbrio.
No decorrer das sessões o paciente vai aprender a conhecer sua respiração e saber posicionar seu corpo corretamente.
Com o tempo se inicia um processo de automatização e o corpo vai assumindo uma postura adequada.
Utilizamos também técnicas de manipulação manual para o relaxamento muscular pois o nível de tensão do paciente que tem asma é muito grande e sabemos como é importante o fator psicológico, principalmente no paciente idoso, pois corpo e mente caminham sempre juntos.
É feito pelo fisioterapeuta uma avaliação rigorosa e a partir daí é traçado um programa individualizado para cada paciente e no final de 10 sessões já podemos observar alguma melhora.
O trabalho é feito em pessoas idosas, adultos e crianças, nestas trabalhamos hoje no sentido de evitar a instalação de deformidades.
Vale salientar aqui a importância das alterações causadas pelos pacientes que respiram pela boca, esta respiração errada cusa transtornos gerais na criança com deformidades de tórax e alterações da coluna vertebral.
Esta respiração produz uma diminuição de oxigenação pulmonar e consequentemente a instalação de um vício respiratório causando distúrbios gerais de crescimento, aprendizado, fala associado à uma angústia respiratória que se reflete numa diminuição na qualidade de vida do paciente.
O Fisioterapeuta tem a função também de orientar a técnica correta de uma nebulização eficiente assim como o uso de bombinhas, espaçadores e do Peak flow.
O Tratamento dá ênfase a técnicas de relaxamento e alongamento de todos os músculos do corpo, engloba técnicas de desobstrução brônquica e das vias aéreas superiores, reeducação diafragmática e funcional respiratória, correção das de formidades do tórax e da postura global do paciente.
Trabalhamos no sentido de uma readaptação gradativa aos esforços físicos encorajando o paciente à participar de atividades físicas em geral, dentro de um padrão de normalidade.
Só a pessoa asmática poderá, não apenas controlar sua doença mas melhorar sua qualidade de vida.


Fonte: Asmatics Online

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Avaliação fisioterapêutica dos sistemas mastigatório e respiratório

Síndrome Otodental1, também chamada Otodentodisplasia2, Displasia Otodental3 e Globodontia4, foi citada como um tipo de displasia ectodérmica, com uma herança autossômica dominante de expressividade variável2

Alguns autores1,5,6 descrevem as coroas dos caninos e dentes posteriores alargadas, bulbosas e malformadas, com múltiplos lóbulos proeminentes. A relação entre cúspides e as principais fissuras entre os dentes são eliminadas (por isso, o uso do termo globodontia)1. Os dentes pré-molares são freqüentemente ausentes ou pequenos e ocorre, freqüentemente, erupção tardia com má-formação dos dentes posteriores decíduos e permanentes, além da perda da audição a altas freqüências1,2,3,4,6,7.
As alterações na dentição decídua são mais intensas, acarretando alterações faciais como anteversão das narinas, face alongada, um longo filtrum, bochechas protuberantes, mordida aberta anterior e contração dos músculos orbiculares e mentoniano na tentativa de fechar a boca, esta dificuldade muitas vezes leva o indivíduo a adotar uma mudança no padrão respiratório, a fim de facilitar as trocas gasosas, passando a utilizar assim, a respiração bucal4,6,8. Para facilitar a passagem do ar pela cavidade oral é necessário o aumento do espaço funcional interoclusal. Para isto o indivíduo respirador bucal realiza o abaixamento mandibular e a extensão da cabeça prejudicando seu campo visual e, como compensação, ocorre a flexão cervical9. Estas sucessivas mudanças provocam desequilíbrios em todo sistema estomatognático, alterando a postura de repouso e as funções mastigação, fala e deglutição9.
Os respiradores bucais apresentam alterações no sistema estomatognático, que se manifestam na conformação e estrutura dos órgãos, fazendo com que o corpo saia de seu eixo, se estas alterações não forem detectadas a tempo, poderão transformar-se em deformidades esqueléticas degenerativas, provocando graves conseqüências10. Este estudo tem por objetivo detectar possíveis alterações nos sistemas mastigatório, respiratório e na postura de um portador da Síndrome Otodental, e desta forma contribuir para o conhecimento científico sobre esta patologia.
METODOLOGIA
A metodologia a seguir foi submetida à avaliação e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário de Araraquara (protocolo nº 252/2004). Foi realizada, na Clínica de Fisioterapia do Centro Universitário de Araraquara, a avaliação fisioterapêutica de uma criança, 10 anos de idade, sexo feminino, portadora da Síndrome Otodental. A avaliação foi realizada por um único examinador, previamente treinado.
A ficha de avaliação elaborada para este estudo foi dividida em anamnese e exame físico. Na anamnese foram colhidas informações sobre problemas respiratórios e alterações do sistema mastigatório como dor na articulação temporomandibular ou músculos mastigatórios, dores de cabeça e dificuldades na mastigação. No exame físico foram realizadas inspeção geral da face, pescoço e tórax, avaliação postural, investigação do tônus dos músculos mastigatórios e respiratórios, avaliação da amplitude da articulação temporomandibular e cirtometria toracoabdominal. Todas as medidas foram realizadas três vezes, sendo considerada a média aritmética dos valores obtidos.
Na avaliação postural foram investigados a postura da cabeça e coluna cervical, posição de ombros e pelve e alterações das curvaturas da coluna. Na inspeção das características faciais foram observados a fisionomia, formato e altura da face, tônus muscular e assimetrias, e ainda, o padrão respiratório e o tipo de tórax12. A palpação dos músculos acessórios da respiração12 e dos músculos masseter e temporal11 foi realizada com o objetivo de determinar o tônus e a presença de dor muscular, e foi mensurada a amplitude dos movimentos da articulação temporomandibular com o auxílio de um paquímetro da marca Vonder11. A determinação do tônus dos músculos intercostais e diafragma foram realizados e graduados segundo parâmetros e escala pré-determinada12.
A cirtometria toracoabdominal foi realizada utilizando-se uma fita métrica nos níveis axilar, xifoideano e abdominal (cicatriz umbilical), sendo o diâmetro da caixa torácica mensurado no repouso respiratório e ao final da inspiração e expiração máximas12. Para garantir a confiabilidade dos valores obtidos, todas as medidas foram realizadas duas vezes, utilizando-se a média dos valores obtidos.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Através dos dados colhidos na anamnese foi relatada perda gradual da audição detectada em avaliação otorrinolaringológica, o que representa um achado comum já descrito em outros estudos1,2,3,4,6,7, além doatraso na erupção dentária primária e secundária2,4,6. A voluntária relatou ainda ser portadora de alterações respiratórias como rinite alérgica e dificuldade na respiração nasal noturna. Sobre presença de hábitos parafuncionais do sistema mastigatório foram relatados roer unhas, morder tampas de caneta e apoiar o queixo na mão. À inspeção e nos registros fotográficos foi observada fisionomia inexpressiva, face alongada, anteversão das narinas, longo filtrum, lábio superior hipotônico, bochechas flácidas e hiperatividade do músculo mentoniano ao cerramento labial, características estas, encontradas em outros indivíduos portadores da Síndrome Otodental4 como também em respiradores bucais8,9,13.
Foram encontradas ainda características posturais coincidentes com as encontradas em respiradores bucais, já citadas na literatura10,13 como a anteriorização da cabeça com retificação de coluna cervical, protrusão dos ombros, protrusão abdominal e hiperlordose lombar com anteversão pélvica. A cirtometria tóraco-abdominal evidenciou uma maior mobilidade da região axilar, o que infere o padrão apical da respiração, não sendo, no entanto, encontradas alteração do tórax, anormalidades à palpação dos músculos acessórios da respiração, nem dos músculos intercostais e diafragma que foram classificados como "bons"12. Não foram encontradas alterações do tônus dos músculos masseter e temporal à palpação, o que contradiz alguns achados da literatura sobre respiradores bucais13, nem restrição da amplitude mandibular.
Foi encontrado apenas aumento da sensibilidade dolorosa bilateral do músculo masseter, possivelmente devido à presença dos hábitos parafuncionais10. Apesar de não terem sido encontrados sinais ou sintomas de desordens temporomandibulares, os hábitos parafuncionais são importantes fatores etiológicos de tais condições, podendo colaborar para o desenvolvimento das mesmas. Os achados das características faciais e postura da voluntária são comuns aos de portadores de respiração bucal 8,10, sugerindo um desenvolvimento de alterações respiratórias secundárias à Síndrome Otodental. A relação encontrada entre as alterações dentárias associada a desvios posturais e respiração bucal requerem diagnóstico e intervenção precoce, objetivando minimizar suas conseqüências. Contudo, maiores estudos deverão ser realizados para garantir a confiabilidade dos achados em portadores de síndrome Otodental.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Gorlin RJ, Cohen MMJr, Hennekan RCM. Syndromes of Head and Neck. 3ª ed. Ed. New York: Oxford University Press; 2001 p. 859-77.
2. Levin LS, Jorgenson RJ. Familial otodentodysplasia: A "new" syndrome. Am. J. Human Genetic 1972 Philadelphia p. 61 a.
3. Jorgenson RJ, Marsh SJ, Farrigton FH. Otodental dysplasia. Birth Defects 1975; 11: 115-9.
4. Witkop CJJr. Globodontia in the otodental syndrome. Oral Path 1976; 41: 472-83.
5. Toledo AO, Bausells HII, Vono RMG, Rocca RA. Anomalia dental múltipla em três irmãos: Caso clínico. Rev. Fac. Farm. Odont. Araraquara 1971; 5: 207-14.
6. Santos-Pinto L, Oviedo MDO, Santos-Pinto A, Iost HI, Seale NS, Reddy AK. Otodental syndrome: three familial case reports. Pediat. Dent 1998; 20(3): 208-11.
7. Cook RA, Cox JR, Jorgenson RJ. Otodental dysplasia: a five year study. Ear Hear 1981; 2: 90-94.
8. Aragão W. Respirador bucal. J. Ped. Boston 1998; 64(8): 349-52.
9. Felício CM.Fonoaudiologia Aplicada a Casos Odontológicos. Ed. Pancast; 1999. p. 40-46.
10. Marins RS. Síndrome do respirador bucal e modificação posturais em crianças e adolescentes: a importância da fisioterápica na equipe multidisciplinar.Fisio. em mov 2001; 14(1): p. 45-52.
11. Okeson JP. Tratamento das desordens temporomandibulares e oclusão. 4ºed. São Paulo: Artes médicas; 2000. p. 190-200.
12. Costa D. Fisioterapia Respiratória Básica. São Paulo. Ed. Manole; 1999 p. 28-35.
13. Bianchini EMG. A cefalometria nas alterações miofuncionais orais: diagnóstico e tratamento fonoaudiológico. Pró-Fono São Paulo 1993; p. 27-28.

fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-35552006000100018&lng=es&nrm=&tlng=pt


Efeitos da fisioterapia respiratória convencional versus aumento do fluxo expiratório na saturação de O2, freqüência cardíaca e freqüência respiratória, em prematuros no período pós-extubação

Recém-nascidos (RN) prematuros apresentam elevada morbidade respiratória e necessidade de ventilação mecânica, assim, a fisioterapia respiratória é parte integrante da assistência neonatal.



INTRODUÇÃO
Devido à imaturidade do sistema respiratório, os recém-nascidos (RN) prematuros apresentam altos riscos de desenvolver complicações respiratórias com necessidade de ventilação pulmonar mecânica, assim, a possibilidade de fisioterapia respiratória torna-se cada vez mais necessária em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal1.
A técnica de higiene brônquica é descrita tradicionalmente na literatura como fisioterapia respiratória convencional (FRC) e compreende as manobras de drenagem postural, pressão manual torácica, facilitação da tosse e/ou aspiração de vias aéreas superiores2.
O aumento do fluxo expiratório (AFE) é uma técnica não convencional de desobstrução brônquica que pode ser aplicada desde o nascimento, inclusive no RN prematuro, quando existe doença respiratória com obstrução das vias aéreas3. A desobstrução é realizada por meio de preensão bimanual, com uma mão envolvendo e comprimindo suavemente a parede anterolateral do tórax do RN durante a expiração, enquanto a outra mão exerce apoio estático no abdome4.
O AFE é definido como aumento ativo, ativo-assistido, ou passivo do volume expirado, em velocidade ou quantidade. Dentre as técnicas fisioterapêuticas o AFE é uma das mais utilizadas em pediatria, tendo como objetivo mobilizar, deslocar e eliminar as secreções traqueobrônquicas5, 6.
Em RN prematuros não existem estudos comparativos das técnicas convencionais e técnicas a fluxo, embora ambas sejam usadas rotineiramente em UTI Neonatal.
Considerando a importância da assistência fisioterapêutica nos cuidados ao prematuro e a escassez de estudos sobre o tema, este estudo teve como objetivo: comparar os efeitos da FRC versus AFE na saturação de O2 (SpO2), freqüência cardíaca (FC) e freqüência respiratória (FR) de recém-nascidos prematuros, nas primeiras 48 horas pós-extubação.

MÉTODO
Estudo prospectivo e randomizado, envolvendo recém-nascidos prematuros internados na UTI Neonatal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP, no período de janeiro a março de 2004. O estudo foi realizado após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (541/2003).
Foram considerados prematuros os RN com idade gestacional inferior a 37 semanas, conforme critério da Organização Mundial de Saúde, e classificados como prematuros extremos aqueles com idade gestacional inferior a 31 semanas. A idade gestacional foi calculada preferencialmente pela data da última menstruação, desde que houvesse certeza ou pelo ultra-som obstétrico realizado até 20 semanas de gestação. Quando não disponíveis estas informações utilizou-se o método de New Ballard para estimar a idade gestacional7.
Critérios de inclusão
- idade gestacional menor que 37 semanas e idade pós-natal inferior a 30 dias;
- uso de FiOmenor ou igual a 0,4;
- ausência de má-formação congênita;
- respiração espontânea, nas primeiras 48 horas pós-extubação;
- solicitação médica para fisioterapia respiratória;
- consentimento materno livre e esclarecido para a participação na pesquisa.
O estudo foi delineado na forma de intenção de tratamento, tendo como critério de suspensão da manobra fisioterapêutica a diminuição da SpO2 para valores inferiores a 90%.
Procedimento
Após a solicitação médica de fisioterapia respiratória, a pesquisadora avaliava se o recém-nascido preenchia os critérios de inclusão; caso o paciente não fosse incluído procedia-se o atendimento fisioterapêutico conforme a rotina do serviço. Quando o recém-nascido preenchia os critérios de inclusão, a seqüência era: solicitar o consentimento materno e proceder a randomização.
Para a randomização foram confeccionados 20 cartões com a palavra FRC e 20 cartões com a palavra AFE, colocados individualmente em envelopes lacrados. O sorteio foi realizado pelo médico responsável pelo paciente e apenas a pesquisadora principal, responsável pela aplicação das técnicas conheciao conteúdo do cartão. Outra pesquisadora mensurava as variáveis nos três momentos de avaliação; assim este estudo pode ser considerado cego.
Após a randomização os recém-nascidos foram avaliados quanto à ausculta pulmonar, expansibilidade torácica, padrão respiratório, oximetria de pulso e padrão radiológico.
Foram obtidos dos prontuários e anotados em protocolo específico para pesquisa, os seguintes dados dos recém-nascidos: peso de nascimento, idade gestacional, tipo de parto, doenças, idade no início da fisioterapia.
Os recém-nascidos do Grupo FRC, receberam a drenagem postural e a tapotagem posicionados em decúbito lateral direito e esquerdo com duração de cinco minutos em cada lado. Na posição supina foram submetidos à vibrocompressão por mais cinco minutos, e ao término, para a eliminação de secreções, procedeu-se a aspiração de boca e narinas por um período de aproximadamente cinco minutos ou até que não houvesse mais secreções.
Os recém-nascidos do Grupo AFE, receberam a técnica AFE lento, na posição supina por 15 minutos, com o seguinte posicionamento das mãos do terapeuta: uma das mãos nas costelas inferiores e a outra utilizando a borda cubital na linha supramamária com compressão suave do tórax. No final da técnica os recém-nascidos foram aspirados com utilização de sonda e luvas estéreis, por um período de aproximadamente cinco minutos.
Nos dois grupos de estudo foram aferidas e anotadas a SpO2, freqüência cardíaca e freqüência respiratória, durante cinco minutos antes do início da técnica, após 10 minutos e após 30 minutos da aplicação das técnicas. Durante todo o procedimento os RNs foram continuamente monitorados com monitor multiparamétrico marca Dixtal® para observar qualquer dessaturação, taquicardia ou bradicardia, o que indicaria suspensão da técnica. Os RN estudados foram acompanhados até a alta da UTI, porém neste estudo foram utilizados os dados dos três primeiros dias de realização da fisioterapia. A assistência fisioterapêutica foi realizada duas vezes ao dia, uma no período da manhã e outra no período da tarde, com duração média de 20 minutos cada sessão.

Momentos de avaliação
M0= 5 minutos antes das manobras.
M1= 10 minutos após as manobras.
M2= 30 minutos após as manobras.
Variáveis de estudo
FC= aferida com estetoscópio durante um minuto.
FR= aferida com observação do movimento torácico em um minuto.
SpO2= aferida com oxímetro de pulso.
Análise estatística
As variáveis contínuas que tiveram distribuição normal foram analisadas pelo teste t Student, considerando-se a distribuição bi-caudal. As variáveis que não tiveram distribuição normal, foram comparadas pelo teste não paramétrico de Mann-Whitney. Para as variáveis categóricas foi utilizado o teste do Qui-quadrado ou exato de Fisher. Em todos os testes adotou-se o nível de significância em 5%.

RESULTADOS
Participaram do estudo 40 recém-nascidos prematuros, distribuídos em dois grupos: 20 no grupo FRC e 20 no grupo AFE.
Nenhum RN apresentou efeito adverso com as manobras e assim não houve exclusão do estudo.
A amostra foi constituída predominantemente por pequenos prematuros, sendo 67,5% deles com idade gestacional inferior a 31 semanas e 90% com peso ao nascimento menor que 1500g, sendo 14 do sexo feminino no Grupo FRC e apenas seis no Grupo AFE. A média do peso de nascimento no Grupo FRC foi de 1133 ± 375g. e no Grupo AFE foi de 1105 ± 337g., sem diferença entre os grupos (p = 0,805).
As principais características e diagnósticos dos RN encontram-se na Tabela 1. As Figuras 1, 2 e 3 apresentam os valores de SpO2, freqüência cardíaca e freqüência respiratória nos Grupos FRC e AFE nos três momentos de avaliação.

 

Em ambos os grupos houve aumento significativo da SpOaos 10 e 30 minutos após as manobras. A freqüência cardíaca aumentou após a FRC e não houve alteração significativa na freqüência respiratória.

DISCUSSÃO
Os avanços tecnológicos aumentaram a sobrevida de RN de alto risco, com pesos de nascimento e idades gestacionais cada vez menores, os quais evoluem com elevada morbidade neonatal requerendo assistência multiprofissional. Assim a fisioterapia tem adquirido papel de destaque em várias situações, dentre elas o relaxamento muscular, posicionamento, manutenção de boa postura, promoção da auto-organização e o auxílio na ventilação pulmonar do neonato8.
As características da casuística deste estudo foram homogêneas nos dois grupos e enquadram-se perfeitamente no perfil esperado da clientela de uma UTI neonatal de um hospital de nível terciário, ou seja, prematuros com idade gestacional e peso ao nascimento muito baixo, o que é importante, pois estes RN apresentam elevada morbidade neonatal e grandes limitações em sua função respiratória9. Coerente com estas características dos RN a SDR foi a doença inicial mais freqüente nesta amostra10, entretanto o início da fisioterapia na segunda semana de vida sugere que a indicação desta assistência não foi a SDR, e sim suas complicações, destacando-se como uma das mais freqüentes em nosso meio a infecção, que é sempre uma preocupação em pacientes submetidos à ventilação mecânica11.
No presente estudo, tanto a FRC como o AFE aumentaram significativamente a SpO2 nos dois momentos de avaliação (10 minutos e 30 minutos após as manobras), mostrando que, a curto prazo, estas técnicas são benéficas para a oxigenação. Porém há que se considerar que os RN avaliados já apresentavam SpO2 em níveis adequados antes da fisioterapia.
Resultado semelhante foi descrito por Finner et al.12, que com o uso da FRC em 20 recém-nascidos de termo e de pré-termo, obtiveram em 15 minutos após a fisioterapia, aumento significativo de 14,5mm Hg na PaO2. Entretanto, não há unanimidade quanto aos benefícios da fisioterapia respiratória em recém-nascidos, pois Fox et al.13 e Poleart et al.14 mostraram redução significativa da PaO2 após a FRC. Em relação ao efeito do AFE na oxigenação de recém-nascidos, não encontramos relatos na literatura que permitam confrontar nossos resultados.
Quanto à freqüência cardíaca os valores médios dos prematuros aqui estudados foram normais em todos os momentos de avaliação, entretanto após a FRC houve aumento significativo da FC que persistiu até 30 minutos, o que não ocorreu após o AFE sugerindo que esta manobra (AFE) seja menos estressante ao RN. Há de se considerar que qualquer doença causa estresse e pacientes de UTI são submetidos freqüentemente a vários fatores e situações de estresse físico e psicológico, tais como: imobilização, privação ou sobrecarga sensorial, desorientação, manipulação excessiva e principalmente dor15. Neste contexto o AFE pode ser considerado melhor que a FRC.
Os efeitos da fisioterapia respiratória na freqüência cardíaca são pouco referidos na literatura. Em estudo com pacientes adultos gravemente doentes documentou-se ocorrência de arritmias durante a FRC16.Enquanto que,recente estudo experimental, com ovelhas adultas mostrou que a técnica convencional de fisioterapia respiratória não apresentou efeitos hemodinâmicos adversos, pois sua aplicação não causou alteração na freqüência cardíaca, na pressão arterial e nas pressões de artéria pulmonar e átrio direito17. Em recém-nascidos prematuros com ventilação mecânica, Antunes et al.18 não observaram alteração na freqüência cardíaca em função do posicionamento em supino ou prono. Vivian-Beresford et al.19 relataram tendência a bradicardia com a aplicação da FRC em prematuros no período pré-extubação. Em recém-nascidos com respiração espontânea em fase de recuperação de doença respiratória, Fox et al.13 relataram a ocorrência de bradicardia transitória em alguns pacientes com a aplicação da fisioterapia convencional.
Tanto a FRC como o AFE não causou alterações significantes na freqüência respiratória que se manteve com valores normais durante todo o período de estudo, o que se justifica pelo fato dos RN estudados serem prematuros estáveis, em respiração espontânea com mínima necessidade de oxigênio e sem doença respiratória aguda. Resultados diferentes foram obtidos por Fox et al.13, que ao estudar as alterações fisiológicas e respiratórias associadas à fisioterapia respiratória documentaram aumento significativo da freqüência respiratória após a FRC.
Quanto aos efeitos cardiorrespiratórios do AFE, não dispomos de estudos em recém-nascidos. Entretanto, em crianças esta técnica foi avaliada em estudo nacional, não controlado, que mostrou, em 94 crianças com idade média de dois anos e diagnóstico de pneumonia, aumento significativo na freqüência respiratória e freqüência cardíaca, com normalização em 20 minutos. A saturação de O2também apresentou aumento significativo após a aplicação da técnica e manteve-se elevada após o procedimento 20.
Apesar da reconhecida importância e da freqüente participação da fisioterapia respiratória na assistência neonatal ainda são escassos os estudos que avaliam a eficácia e segurança das técnicas fisioterapêuticas no recém-nascido, conforme mostra a revisão sistemática de Flenady e Gray1, que pode incluir apenas três ensaios clínicos controlados envolvendo 138 recém-nascidos para avaliar os efeitos da fisioterapia respiratória na prevenção de morbidade em recém-nascidos, durante o desmame da ventilação mecânica. A conclusão desta revisão foi que embora a fisioterapia possa reduzir a necessidade de reintubação, os dados são insuficientes para que se possa determinar a eficácia e segurança deste procedimento, havendo necessidade de mais estudos.
Os resultados do presente estudo sugerem que o AFE pode ser aplicado com segurança em prematuros de muito baixo peso, estáveis e no período pós-extubação. Seu efeito a curto prazo na oxigenação equipara-se à FRC, tendo como vantagem a ausência de repercussão na freqüência cardíaca. Há necessidade de mais estudos para confirmar estes resultados iniciais, avaliar o efeito desta intervenção em outras situações como o uso de ventilação pulmonar mecânica, bem como investigar seu efeito em outros desfechos clínicos relevantes, tais como: quantidade de secreção eliminada, tempo de assistência ventilatória e/ou uso de oxigênio.



fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-35552006000100013&script=sci_arttext

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Influência da fisioterapia respiratória na pressão intracraniana em pacientes com traumatismo craniencefálico grave

Objetivo: Estudar a influência das manobras de fisioterapia respiratória na pressão intracraniana (PIC) dos pacientes com trauma craniencefálico grave. Método: Trinta e cinco pacientes com trauma craniencefálico grave foram incluídos no estudo, sendo divididos em três grupos: com PIC < 10, 11-20 e 21-30 mmHg. As variáveis monitorizadas foram: PIC e pressão arterial média. A pressão de perfusão cerebral foi calculada pela diferença de pressão arterial média e PIC. Resultados: A manobra de aspiração traqueal causou aumento de PIC em todos os grupos. A pressão arterial média não teve alterações e a pressão de perfusão cerebral diminuiu pouco, porém mantendo valores normais. Conclusão: As manobras de fisioterapia respiratória podem ser usadas com segurança em pacientes com traumatismo craniencefálico grave, com PIC abaixo de 30 mmHg.Certo cuidado deve ser tomado durante a aspiração traqueal.


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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Efeitos de Três Programas de Fisioterapia Respiratória em Portadores de DPOC

Objetivo: Avaliar os efeitos de três programas de fisioterapia respiratória constituídos por treinamento físico (TF) em esteira e/ou treinamento muscular respiratório (TMR) em pacientes com DPOC. Métodos: Participaram deste estudo 25 pacientes com DPOC moderada-grave, de ambos os sexos, que foram divididos aleatoriamente em 3 grupos, sendo o primeiro grupo (G1) submetido a TMR com 30% da pressão inspiratória máxima obtida a cada semana, o segundo grupo (G2) submetido a TF com 70% da freqüência cardíaca atingida no teste de exercício cardiorrespiratório (TECR) sintoma-limitado e o terceiro grupo (G3) associava TMR ao TF com as mesmas intensidades citadas anteriormente. Todos os programas constituíram-se de 3 sessões semanais por 6 semanas consecutivas. Resultados: Após tratamento, foram observados aumentos significativos da força muscular respiratória (FMR) no G1; aumentos significativos da distância percorrida no TECR, redução da freqüência cardíaca e do volume minuto expirado isovelocidade e melhora do domínio da capacidade funcional do questionário de qualidade de vida no G2; aumento significativo da FMR, da distância percorrida no TECR, redução da pressão arterial sistólica e concentração sangüínea de lactato isovelocidade e melhora da qualidade de vida no G3. Conclusão: Os resultados sugerem que o TF associado ao TMR foi a melhor alternativa terapêutica dentre as investigadas no presente estudo; pois, além de proporcionar uma evidente melhora na tolerância ao esforço e na qualidade de vida dos pacientes, promoveu um efeito adicional nas adaptações fisiológicas ao exercício, com uma maior eficácia na remoção e/ou menor produção de lactato sangüíneo durante o esforço.

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Áudio - Sons Pulmonares

20 sons pulmonares encontrados em várias situações; com explicação de mais de meia hora sobre como analisar os ruídos.Perfeito para quem trabalha em UTI ou em reabilitação cardíaca.


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Áudio - Ventilação mecânica básica


Aula com mais de 30 minutos sobre a Ventilação mecânica básica. O arquivo é um pouco grande (são 79,4 MB) mais é muito interessante. A dica é do estudante carioca Paulo Doneda.
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