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terça-feira, 1 de março de 2011
ARTROSE DE QUADRIS - NO FINAL DAS CONTAS COMEÇA TUDO OUTRA VEZ
Não há disfunção mais incapacitante do que a artrose. Lidar com a dor e ao mesmo tempo mudar certos hábitos são desafios muitos intensos para quem na vida aprendeu a trabalhar em posição sentada por longos períodos ou foi adepto ao sedentarismo.
Este é um tratamento que despende tempo e freqüência quase que diárias. Melhor se fosse duas vezes no dia.
Melhor ainda se fosse três vezes ao dia. Então dá pra entender o panorama: quase ninguém tem disponibilidade e vontade para tal.
Desse modo a artrose se desenvolve ao longo dos dias, dos meses, dos anos, e das décadas até a chegada do momento inexorável em que o paciente fica completamente entregue ao tratamento cirúrgico.
O paciente com artrose de quadris relata que a cirurgia é um divisor de águas. Antes da cirurgia um pessoa diferente do após a cirurgia. Além do incrível final das dores, se houve antes da cirurgia uma intervenção fisioterapêutica o paciente então passará o pós cirúrgico com ótimo resultado e recuperação, e em poucos dias já sentirá uma completa mudança e alteração no estado de espírito. Agora é só lidar com uma prática diária de exercícios posturais, ou seja, ainda precisa vencer o velho hábito sedentário de imobilidade crônica.
Melhor se não tivesse esperado tanto tempo para escolher uma vida de hábitos para melhora do quadro clínico com acompanhamento fisioterapêutico postural. Melhor se não tivesse esperado tanto tempo para tomar uma atitude de mudança de paradigma. Mas em todos os casos a fisioterapia sai como um elixir complementar que devolve a função e dá mais força e energia para o paciente realizar seu sonho: andar sem dor, novamente!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Artrite reumatóide e treinamento de força dinâmica
Milena Fernandez Dias, Patrícia de Oliveira Moreira, Renata Carneiro Barbosa
A artrite reumatóide (AR) é uma doença inflamatória crônica, caracterizada pelo envolvimento simétrico de múltiplas articulações. Este trabalho visa demonstrar os benefícios do treinamento de força dinâmica no tratamento da AR. Estudos demonstram que os pacientes com AR têm menor força muscular, menos flexibilidade e menor capacidade funcional que os controles saudáveis (MINOR , 1991). NORDEMAR et al 1976, relataram que o treinamento de força dinâmica conduz a um aumento de força e hipertrofia muscular associado a melhoria da capacidade funcional e diminuição da dor nos pacientes de AR. Outro estudo comprovou, após 12 semanas de exercícios de força com peso 2 vezes por semana, que os pacientes aumentaram a força muscular em 45% e apresentaram melhora nos parâmetros de atividades da doença. Conclui-se neste estudo que o treinamento de força dinâmica na AR não aumenta a dor ou atividade da doença e melhora a capacidade funcional.
Publicado em Pós-graduação Lato Sensu em Musculação e Treinamento de Força – Universidade Gama Filho.
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Efeitos da Hidrocinesioterapia na osteoartrose
Segundo Serra, Petit e Carril (2001), a artrose ou osteoartrose refere-se ao processo degenerativo que acomete as articulações. As alterações começam na cartilagem articular, que sofre um processo de reamolecimento e deterioração, chegando inclusive a desaparecer em fases avançadas. O osso subcondral também sofre mudanças que se traduzem em um aumento de densidade ou esclerose e na formação ocasional de cistos ou partes ocas. Nas margens articulares aparecem prolongações ósseas do osso subcondral, de forma irregular e tamanho variável, denominada osteófitos, que constituem o sinal mais característico da artrose. O paciente com artrose padecerá sempre com dor, em maior ou menor grau; sofrerá também uma limitação funcional, que poderá ser discreta ou invalidante, ainda que, hoje em dia, graças à evolução dos tratamentos (especialmente da cirurgia), o paciente artrótico raramente se veja convertido em um inválido, ainda que tenha dificuldades para realizar as atividades da vida diária, e, finalmente é consciente de que a doença durará toda a vida (SERRA, PETIT e CARRIL, 2001).
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A fisioterapia na osteoartrose: uma revisão da literatura
Amélia Pasqual Marques, Akemi Kondo
Este trabalho propôs-se a realizar uma revisão da literatura a fim de identificar o papel da fisioterapia junto aos pacientes com osteoartrose. Método: O levantamento bibliográfico refere-se às publicações dos últimos dez anos. Foram selecionados artigos e analisados, cuidadosamente, através de leitura crítica, visando discutir os efeitos da fisioterapia na osteoartrose. Resultados: Os autores afirmam que os pacientes com osteoartrose têm importante diminuição da força muscular, que acarreta limitação na função desta, interferindo nas atividades da vida diária. Fazem referência favorável aos exercícios terapêuticos, porém não há consenso quanto ao uso dos demais recursos fisioterápicos, principalmente calor e gelo. O papel da fisioterapia, no pós-operatório de pacientes submetidos à artroplastia total de joelho, é citado como importante para apressar a recuperação. Os limites socioeconômicos que esses pacientes enfrentam e a necessidade de reciclar profissionais da saúde que lidam com a osteoartrose também são citados pelos autores.
Publicado em Rev Bras Reumatol – Vol. 38 – Nº 2 – Mar/Abr, 1998
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