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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mitos e Lendas da Fisioterapia - Exercício de apertar bolinha após um AVE

Olá pessoal,
Finalmente tomei coragem pra escrever um pouco sobre os mitos e lendas que envolvem a fisioterapia. Hoje vou falar de um tema praticamente onipresente no imaginário popular quando o assunto é AVE: As bolinhas de apertar.

Como tudo começou...
Há muito, muito tempo atrás, Lima Duarte interpretou um personagem chamado Dom Lázaro Venturini na novela Meu Bem, Meu Mal da Rede Globo. Em determinado momento da trama este personagem sofre um AVE, e ao longo dos capítulos seguintes, o seu processo de reabilitação se resumia aos cuidados prestados pela Dona Catifunda e aos exercícios de apertar uma bolinha macia.
Como podemos ver na reportagem abaixo, o mais fantástico nisso tudo é que de tanto apertar a bendita bolinha, Dom Lázaro voltou a ouvir, se movimentar e falar. Só não terminou a novela fazendo malabarismos na corda bamba porque o Lima Duarte tem medo de altura.
Infelizmente esta novela contribuiu na divulgação da falsa idéia de que uma pessoa com AVE deve ficar apertando bolinhas para recuperar os movimentos.
 
Agora falando sério
O grande problema de se entregar uma bolinha para uma pessoa que sofreu AVE ficar apertando é que este não é um exercício inofensivo. O AVE manifesta-se frequentemente por alterações do tônus e do controle motor voluntário. Nos membros superiores predomina o chamado padrão ou sinergia flexora, caracterizado por hipertonia dos principais grupamentos flexores gerando uma postura em adução e rotação interna do ombro, flexão do cotovelo, pronação do antebraço e flexão dos dedos.
De modo geral, este padrão permite ao paciente um certo controle sobre os músculos flexores (tanto que eles conseguem apertar a bolinha) porém existe grande dificuldade para conseguir abrir a mão, seja devido a espasticidade agindo como antagonista ao movimento extensor, seja por incapacidade de ativação dos músculos extensores.
Em ambos os casos, o fortalecimento dos músculos flexores de punho e dedos não contribui em nada para a recuperação do controle dos movimentos da mão. Na verdade, estes exercícios podem aumentar ainda mais a espasticidade e resultar em encurtamento muscular e deformidade da mão, dificultando a higiene, o posicionamento e a recuperação dos movimentos.

Portanto, considerem o mito de que apertar uma bolinha ajuda na recuperação de movimentos de uma pessoa com AVE como DETONADO.

Até a próxima
E não se esqueçam de pedir melão no café da manhã
 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Complicações Ortopédicas no uso do Hormônio de Crescimento


Desde a introdução do Hormonio do Crescimento em sua forma recombinante, seu uso é diverso e esta se multiplicando. É a forma de terapia indicada para todos os tipos de baixa estatura porque atua de forma direta e indireta no crescimento ósseo.

Entretanto existem complicações ortopédicas durante seu uso em pacientes pediátricos. São as principais: Síndrome do Túnel do Carpo (STC), doença de legg perthes, Escoliose e Epifisiólise do Quadril. A etiológia dessas complicações é desconhecida.

O link patológico entre o GH e essas complicações não é bem estabelecido, assim como a sua incidência. Como a STC e a doença de legg perthes são raras na população é de dificíl avaliação o aumento da sua incidência durante o uso do GH.

Apesar da segurança do uso do GH, é aconselhável sua parada na ocorrência da Dça de Perthes e na progressão de uma escoliose.
Finalmente, é recomendável se manter alerta da possibilidade dessas complicações durante o uso do hormônio. Isso é extremamente importante de se reconhecer na presença de uma Escoliose e uma Epifisiólise do Quadril, que podem trazer problemas graves futuros a esses pacientes.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Burrice pode causar infarto do coração

Olá pessoas!

Estava navegando em alguns blogs e acabei achando uma postagem interessante. Se algum dia você for dar uma palestra na area de cardiologia, pode usar este vídeo para descontrair um pouco, retirei do blog 
Não Salvo.




Power Balance ou Placebo Balance ? ?


Hoje percebemos que temos muitos adolescentes pelas ruas e estou me acostumando a ver coisas estranhas tais como meninos que pintam as unhas de preto, ou que fazem chapinha no cabelo, meninas que nunca tiram o fone do ouvido, e tantas outras coisas que não vale a pena ficar aqui comentando. O fato é que entre tantas bizarrices, o uso das pulseirinhas power balance me passou batido até outro dia.
Uma amiga me contou ontem que colocou uma destas pulseiras em um paciente atáxico e pasmem! não viu diferença alguma... duh! Resolvi verificar o que existe na internet a respeito disso e descobri que o grande mérito do cara que inventou esse troço é ter a manha de ganhar dinheiro lançando moda e enganando muita gente no melhor estilo "
cartilagem de tubarão", "Diet Shake" e o clássico: Facas Ginsu 2000.
Acima, vendedor de power balance do século 19. Os efeitos são os mesmos, a única diferença é que é vendido como xarope
Para saber mais sobre a farsa do power balance, assista a reportagem do detetive virtual abaixo e acesse o excelente texto do site ceticismo aberto, o qual inclusive cita um ensaio duplo cego conduzido com o objetivo de investigar o efeito placebo deste apetrecho.
Mas este assunto rende algumas reflexões interessantes para nós fisioterapeutas.
Primeiramente, que é o efeito do placebo?O efeito do placebo é um fenômeno no qual os sintomas do paciente são aliviados por um tratamento sabidamente ineficaz (ex: comprimido de açúcar, injeção de soro fisiológico, ultra-som desligado, etc...). Trata-se de uma resposta psicológica ao tratamento. Isso ocorre porque o indivíduo acredita que a intervenção que está sendo aplicada realmente funciona.
Mas como o placebo funciona?
Seres humanos não são máquinas, e as emoções não são abstrações irrelevantes no tratamento de uma pessoa. Sentimentos como esperança, expectativa e confiança, associadas ao medicamento placebo, podem causar em algumas pessoas respostas positivas, como redução da dor e dos sintomas depressivos. Este efeito está associado a mudanças metabólicas em determinadas regiões do cérebro, assim como a liberação de endorfina. (leia o artigo 
The Functional Neuroanatomy of the Placebo Effect).
É interessante notar que pesquisadores que investigaram o efeito de comprimidos de placebos observaram que comprimidos grandes são mais eficazes do que pequenos, e coloridos são mais eficazes do que os brancos; mostrando que a identidade visual cria uma expectativa que afeta a resposta do paciente.
Placebo e Fisioterapia
Este é um tema bastante polêmico, mas acredito que é impossível desvincular os efeitos obtidos com a fisioterapia dos efeitos obtidos com placebo (a mesma lógica se aplica aos remédios, acupuntura e intervenções invasivas como infiltração de corticóides), ou seja: sempre haverá uma porcentagem de placebo nos resultados de nossas intervenções, principalmente se relacionadas a condições dolorosas.
Considero esta postagem importante, pois atendemos idosos em risco de queda, atáxicos, pacientes com desordens neurológicas que cursam com fraqueza e incoordenação, e que podem ser ludibriadas por este tipo de conto de fadas.
Mas apesar disso tudo, o efeito placebo não é necessariamente ruim (o que é ruim é gastar muito dinheiro comprando pilula de farinha), e nem se trata de charlatanismo. O fato de você atender bem ao paciente, ser atenciosos e passar segurança tem efeitos benéficos e certamente terá seu papel na evolução do tratamento, (Neste sentido, recomendo a leitura do artigo "BASES PSICONEUROFISIOLÓGICAS DO FENÔMENO PLACEBO-NOCEBO: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS QUE VALORIZAM A HUMANIZAÇÃO DA RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE")

Recomendação de leitura:Além dos links do texto, vale a pena acessar os seguintes sites:
Revista Cérebro & Mente - Efeito Placebo: O poder da píliula de açúcar


terça-feira, 1 de março de 2011

REEDUCAÇÃO OU REEQUILÍBRIO? O QUE REALMENTE CONTA?


Não vou me estender sobre os incalculáveis benefícios da prática postural fisioterapêutica, mesmo porque além de ter muita literatura disponível é também de conhecimento popular.
Um exemplo é o RPG, uma das inúmeras técnicas fisioterapêuticas disponível em planos de saúde.
O que vou abordar aqui é uma curiosa visão sobre saúde postural. Certa vez, na faculdade um professor expôs a possibilidade da assimetria postural ser algo natural e muito mais interessante do que uma postura rígida e ereta. Bem polêmico. Mas concordo em gênero, número e grau.

Em gênero porque realmente a postura que cada um é diretamente proporcional a postura intelectual e comportamental, e isso determina o uso que se faz da postura.

Em número porque independe da classe social a postura irá seguir o pensamento, o paradigma natural e isso pode não representar uma dor ou uma disfunção num primeiro momento da disfunção.

E em grau porque como o próprio professor disse é muito mais interessante o desequilíbrio que o equilíbrio. É no desequilíbrio que se estabelece o equilíbrio.
A buscar por equilíbrio é pura perda de tempo porque ele virá naturalmente a cada desequilíbrio da experiência de vida.

Erguer a coluna e respirar profundo depende sim de equilíbrio e treinamento. Mas isso deve acontecer de modo natural e, não há outro sentido senão a prática dos relacionamentos.

Portanto reeducar não representa senão uma amostra do que pode vir a ser qualidade de vida. Não é uma prática natural. O paciente se enquadra na técnica e não o contrário.

Diferentemente no reequilíbrio, o paciente vive técnicas correspondentes ao momento que está passando. De modo natural à partir do desequilíbrio. À partir da assimetria.
A sucessão de práticas são transmitidas pelo fisioterapeuta sob um princípio básico: cada um vive a experiência da terapêutica e aprende com o próprio erro.

Que tenhamos sempre novos erros para amadurecermos dia-a-dia.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Salto alto!? O grande dilema delas...

Blogue de fisioterapia :Tiago Silva - FISIOTERAPIA ... agora também ao domicílio!, Salto alto!? O grande dilema delas...


Salto alto é sinônimo de elegância, beleza e sofisticação. Mas será que o uso contínuo desse tipo de calçado é prejudicial à saúde? Ortopedistas e fisioterapeutas garantem que nenhuma mulher precisa de descer do salto alto e deixar a vaidade de lado, mas são unânimes em dizer que é preciso critérios para usá-lo para que não ocorram nenhuns problema a médio e longo prazo, como deformações estruturais nos pés, dores na coluna, problemas de joelhos e até mesmo encurtamento dos músculos da perna, nomeadamente ao nível dos gémeos.

Não será necessário deitar fora todos os pares de sapato com saltos maiores de três centímetros, mas recomenda-se prudência, cautela e sabedoria na hora de usar o apetrecho tipicamente feminino. O uso desmedido de salto alto pode causar danos á saúde.
O salto alto do tipo agulha, devido ao facto de elevar o "calcanhar às alturas" deixando o pé apoiado apenas por uma superfície pequena e fina, fazendo com que o peso do corpo fique totalmente concentrado na parte da frente do pé, causa desconforto, dor e problemas nas costas. Para além disso, pode levar também à deformação típica relacionada com os joanetes (hallux valgus) ou até mesmo ao Neuroma de Morton que consiste numa lesão dos nervos interósseos plantares ou dorsais devidos à compressão e aos traumatismos repetidos a que a zona da frente do pé fica submetida. Por este facto desaconselham-se também os sapatos de bico muito estreito.
O que a maioria das pessoas não sabem é que qualquer salto superior a 3 centímetros causa praticamente os mesmos danos que um modelo com altura superior a 10 centímetros.
O uso contínuo de sapatos de salto alto pode provocar uma mudança na musculatura e consequentes desequilíbrios posturais: os músculos da parte de trás ficam mais curtos e os da frente, mais longos.


No entanto, qualquer mulher se sente bem do alto do seu salto alto, por isso aqui ficam algumas dicas para "de vez em quando" utilizar...



Como escolher o sapato?

- Compre no fim da tarde ou à noite, porque o pé tem tendência a edemaciar (inchar) ao longo do dia

- Veja qual o dedo do pé é maior. Na hora de calçar, é preciso que haja 2,5 cm de folga em relação a esse dedo

- Experimente sempre os dois pés do calçado, porque todo mundo tem um pé maior que o outro, ainda que muitos de nós não nos tenhamos apercebido.

- Nem um pouco largo, nem um pouco apertado: é preciso que o sapato seja confortável para evitar danos à saúde no futuro
- Caminha para ver se o calçado oferece um bom equilíbrio.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Jogo online de Cirurgia Virtual de Artroplastia Total de Quadril

Olá Pessoal,
Mais uma vez pelas minhas andanças pela internet achei um site legal. Pra quem ainda não conhecia o site Edheads, vale a pena conferir. Ele contém alguns jogos online bem interessantes.
Hoje destaco o jogo de cirurgia virtual de artroplastia de quadril. Tudo bem que o jogo não é uma simulação exata do procedimento, mas convenhamos: quem teria saco de ficar horas e horas na frente do computador jogando uma cirurgia virtual?
O jogo é divertido e de certa forma instrutivo para fisioterapeutas. Vale a pena conferir.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Videogame Nintendo Wii cada vez mais usado na reabilitação


Além de ajudar usuários a suar a camisa e de quebra, perder uns quilinhos, (veja no link) o Wii, famoso video game da japonesa Nintendo, tem ajudado soldados americanos lesados na guerra a se recuperarem.

Fisioterapeutas estão usando o console na reabilitação de pacientes em diversos casos. Especialistas da área no Sister Kenny Rehabilitation Institute at Abbott, em Minneapolis, nos EUA, já utilizam o equipamento para tratamentos de recuperação de seus pacientes.


O expediente também é usado entre soldados feridos na base alemã de Landstuhl. Segundo os envolvidos, o Wii ajuda a recuperar a força e a coordenação dos movimentos, principalmente jogos de temática esportiva como tênis e boxe, entre outros que exigem movimentação constante.





Fisioterapia é destaque no Guia de carreiras do G1

O Guia de Carreiras 2011 do site G1 dá destaque à profissão de Fisioterapeuta. A matéria aponta a Fisioterapia Esportiva e o atendimento a domicílio como as áreas mais promissoras.
veja a matéria



Fisioterapia esportiva e atendimento a domicílio são duas áreas promissoras para quem pensa em trabalhar com fisioterapia, segundo Daniela Lucchesi Prado, responsável pelos atendimentos no Hospital Santa Catarina, em São Paulo.


As duas áreas têm tido crescimento na procura por profissionais. A fisioterapia esportiva se destaca pela necessidade cada vez maior dos atletas de se reabilitar de lesões. O fisioterapeuta atua diretamente no gesto motor que a pessoa pratica. “É uma área nova. Há pouca gente especializada”, disse Daniela. O atendimento a domicílio cresce com o aumento do número de idosos e tem remuneração maior, pela possibilidade de negociar direto com o paciente.
De acordo com Daniela, começam a faltar profissionais no mercado de fisioterapia em geral. “Há dois anos sobrava gente. Nesse período, foram abertos muitos concursos públicos e os profissionais se empregaram. Agora começa a faltar fisioterapeuta. O que precisa é o profissional ser valorizado, como em todas as áreas da saúde”, afirmou. O salário inicial do setor gira em torno de R$ 1.500. Já quem atende em casa pode cobrar cerca de R$ 80 por sessão. “Há previsão de melhora nos salários em médio prazo”, disse Daniela.
Segundo a fisioterapeuta, a remuneração nas áreas pública e privada é parecida, com exceção de hospitais de ponta, que pagam mais. No entanto, quem trabalha no setor público tem mais dificuldades, porque muitas vezes falta material ou os equipamentos funcionam mal. “A grande maioria dos profissionais é autônoma e tem dois trabalhos ou mais”, disse Daniela.
O fisioterapeuta trabalha na reabilitação dos pacientes. Sua função é fazer com que voltem a sua situação anterior, como andar, respirar direito e fazer movimentos. “Ele atua na lesão, independente de onde seja”, disse Daniela. O trabalho é feito com ajuda de aparelhos e equipamentos.
Especialização
Para trabalhar na área, o profissional deve gostar de pessoas, de trabalhar com as mãos, deve ter empatia e estar preparado para lidar com a dor dos pacientes. “Tem de se colocar no lugar do outro, mas ao mesmo tempo não se deixar envolver demais”, disse Daniela. O trabalho pode ser feito em hospitais públicos e particulares, consultórios e a domicílio.
A área de ortopedia é a mais conhecida da população, de acordo com Daniela, mas não é a única. Dá para se especializar em várias áreas. Uma delas é a respiratória, feita principalmente em hospitais e com pacientes de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O fisioterapeuta especializado na área cardiológica ajuda pacientes que sofreram infarto ou que têm doença coronariana.
O especialista em uroginecologia trabalha com pessoas que têm incontinência. Há ainda o atendimento a pessoas com doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como enfisema e bronquite, e o trabalho específico com pessoas com problemas neurológicos.

Videogame Nitendo Wii põe diversão na fisioterapia...muito bom

Pacientes que inventam milhares de desculpas para fugir das sessões de fisioterapia têm agora uma inusitada razão para se tornarem mais assíduos: o uso do videogame Nintendo Wii no tratamento. A ideia de usar a realidade virtual na fisioterapia não é nova. Clínicas estrangeiras já haviam utilizado o Playstation 2, da Sony, mas os recursos deste não podiam ser aproveitados por todos os pacientes.
O que diferencia o console da Nintendo dos demais são seus sensores, instalados junto ao aparelho de TV, que captam os movimentos dos jogadores e os reproduzem na tela. O recurso permite que os pacientes movimentem todo o corpo ao brincar, e não apenas a mão, como nos games tradicionais. Assim, durante a terapia, é possível simular jogos de tênis, boliche, luta de boxe, baseball e golfe (Wii Sports) ou praticar dança, ioga e outros exercícios que desenvolvem a força e o equilíbrio (Wii Fit).
"Enquanto estão jogando, os pacientes, sem perceber, executam movimentos que eles mesmos consideram difíceis", explica o fisioterapeuta Fábio Navarro Cyrillo, responsável pela implementação da ferramenta na clínica de fisioterapia da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid). Outro ganho é a possibilidade de o paciente acompanhar a sua evolução, uma vez que o game reproduz na TV os movimentos do jogador. É o que se chama de "espelho virtual".
Estudos científicos já se debruçam sobre o assunto, tentando estabalecer de forma clara quais os benefícios do uso do game na fisioterapia - e também eventuais contraindicações. Por ora, Maureen J. Simmonds, diretora do departamento de fisioterapia da Universidade de McGill (Canadá) e uma das pesquisadoras do tema, diz que os "resultados são promissores" para a saúde, além de a nova técnica ser divertida, barata e de fácil aplicação. 
Veja a seguir vídeo em que pacientes narram a experiência com o Wii
Corpo e mente - Quase todos os pacientes podem se beneficiar da novidade. As exceções são grávidas nos três primeiros meses de gestação e pessoas com problemas mentais ou que apresentem um quadro agudo de dor (tendinite). Outro ponto que deve ser ressaltado é que o Nintendo Wii só deverá ser usado como forma de tratamento depois de avaliação médica, e as sessões deverão ser acompanhadas por fisioterapeuta.
Excetuando-se esses casos, seu uso é livre, segundo o fisioterapeuta Denis Graciotto. O tratamento é indicado para todas as idades e tanto para problemas ortopédicos quanto neurológicos. Em caso de dano neurológico, o videogame é bastante proveitoso para auxiliar na recuperação motora, necessária em casos como o de adultos que sofreram acidente vascular cerebral (AVC ou derrame cerebral). O tratamento visa trabalhar coordenação motora, força e raciocínio.
No caso de crianças com paralisia cerebral, o tratamento ajuda a desenvolver movimentos básicos, como tomar um copo de água e pentear o cabelo. Já as doenças degenerativas - aquelas cujos sintomas se intensificam com o tempo - são mais complicadas, mas também podem tirar proveito do Nintendo Wii, garantem os especialistas: é possível, por exemplo, retardar a progressão dos sintomas.
"O Wii Sports (que usa o tradicional joystick e suas variações) é indicado para o tratamento de lesões medulares e pacientes que fizeram cirurgias ortopédicas nos membros superiores", diz Graciotto. "Já a plataforma do Fit (colocada no chão e sobre a qual o jogador atua) é ótima para trabalhar na fase pós-operatória dos membros inferiores, principalmente joelhos e tornozelos. Ele ainda trabalha a força, o equilíbrio e ajuda aqueles que estão em fase de propriocepção (situação em que o paciente passa a ter percepção espacial de seu corpo, como posição e orientação)".

EU SABIA DESDE O INÍCIO QUE VIDEOGAME DÁ FUTURO...RSRS

Nintendo Wii ou Academia?

Foi publicado no the New York Times ( link ): Jogar Nintendo Wii pode não ferrar seus joelhos, mas também não traz nenhum benefício cardiovascular. Esta é uma das conclusões da dissertação de mestrado de Dereck Troyer, da Universidade de Ohio. Este pesquisador comparou risco de uma pessoa se lesionar em uma academia de ginástica e de uma pessoa se machucar jogando Nintendo Wii. Ele descobriu que a galera da malhação tem quatro vezes mais chances de acabar em uma emergência do que uma pessoa que fica em casa jogando Wii, e se comparado as chances de você se machucar correndo em uma esteira, o Wii é 1,5 vezes mais seguro.

Mas pera lá! Nem tudo são flores. A pesquisa também descobriu que os benefícios de ir a uma academia são muito superiores aos benefícios do exercício virtual - mesmo quando os riscos de lesão são contabilizados. As pessoas tendem a queimar duas vezes mais calorias por minuto, fazendo uma atividade real do que ao fazer a mesma atividade no Wii.

Se você, assim como eu, for um daqueles entusiastas pelo Wii que odeia academia (na verdade eu não odeio a academia, mas sim os personagens bizarros que frequentam a academia - veja listagem no final do post...) , realmente é uma luta injusta. pense bem: você deixaria de jogar WiiFit no conforto do seu quarto com ar-condicionado para ficar correndo e levantando halteres pesados e tendo de dividir espaço e os equipamentos com um monte de gente suada?

Tudo bem que o Wii não é o melhor exercício. Mas pouco exercício é melhor do que nada, não é mesmo? e jogar Wii é certamente muito melhor do que bater uma pizza de calabreza e dois litros de refrigerante enquanto joga fazenda feliz no Orkut ou "World of Warcraft" com o rabo sentado na cadeira.


Eu frequento academia, a muito contragosto, diga-se de passagem. No momento só vou pra correr na esteira, isso por culpa do "gritador" um personagem da minha academia que costuma inibir minha vontade de me exercitar.

O GRITADOR
O gritador é um sujeito de meia idade, bastante musculoso e que fica se exercitando (aparentemente com pesos muito superiores ao que ele poderia levantar), e a cada exercício ele solta um urro longo e gutural. Muito parecido com o barulho que uma pessoa faz no banheiro durante uma crise de dor de barriga.
Eu fico desconcertado e tenho aquela sensação de "vergonha do outro". Eu até evito de fazer exercícios nas máquinas, pois tenho medo de sem querer acabar fazendo um som parecido com os que o Gritador faz . . . isso me deixaria realmente deprimido . . .

O CARA DO ESPELHO
Outro personagem que me deixa bolado é o "cara do espelho". Aparentemente ele mora na academia, pois não importa o horário que eu vá a academia (meus horários de folga são aleatórios, às vezes de manhã, outras à tarde ou noite) ele SEMPRE está lá, puxando ferrro SEMPRE de frente pro espelho, e depois de completar a série ele fica lá se admirando... esse cara pelo menos fica quieto, eu só finjo que ele não existe e fica tudo bem.


AS VOVÓS GATINHAS
Essas são hilárias, umas véias cheias de Botox e plásticas, com a bunda cheia de celulite, usando roupas de lycra e falando como adolescentes... hilário



O GORDINHO METIDO A BESTA
Esse sou eu... mas como diz o ditado popular: Sou gordo mas posso emagrecer, e você que é feio? (ou tem distúrbios de comportamento como o Gritador, o cara do espelho ou as vovós gatinhas)


CONCLUSÃO
Jogar Wii Fit é muito mais divertido do que ir pra academia !
VIVA O NINTENDO WII!!!!!!

AVC, um golpe de Deus???


Você sabia?
Em inglês, o Acidente Vascular Cerebral é denominado stroke. Esta palavra vem do verbo “strike” (derrubar) e não designa primariamente um quadro médico, mas sim algo que ocorreu de maneira súbita, inesperada e também pode ser traduzido como pancada, golpe ou ataque.”

A origem deste termo remonta ao século XVI, na Inglaterra. Em épocas medievais, não haviam ainda conhecimentos médicos que explicassem um evento cerebral isquêmico. A perda súbita da consciência, sem um fator desencadeante, evoluindo para a paralisia de um lado do corpo era associada à uma punição divina, e a expressão que se usava era “stroke of God´s hands”(traduzível como: Um golpe das mãos de Deus).
Obviamente trata-se de um termo de origem nada científica, entretanto foi consagrado pela prática, tanto que a principal revista médica internacional especializada em doenças neurovasculares, isquêmicas ou hemorrágicas denomina-se exatamente Stroke, publicação da American Heart Association.
Você sabia?
Fisioterapia Horleans ; cultura e hora certa...
gente é apenas uma informação nada pessoal....++++, observem que tudo que não tem explicação o homem não satisfeito a não ter a resposta ou tal é tão complicada que preferi dá qualquer resposta à dizer que ainda não sabe, incrível.

Fisioterapia veterinária em . . . Paquidermes ! ? ?


Você já ouviu falar em fisioterapia para animais? Calma, não estou me refirindo ao atendimento de jogadores de futebol, mas sim à fisioterapia veterinária propriamente dita.
Trata-se de uma especialidade que não se restringe apenas a cães e gatos (tem até um caso clínico descrito no livro Manipulação Vertebral de Maitland-6ed relatando o tratamento de um cavalo com claudicação).

Saiba que um paquiderme que teve a pata dianteira direita amputada foi protetizada com sucessona Tailândia.
Isso mesmo. Mosha, uma elefanta de dois anos teve a pata amputada aos sete meses de idade depois de pisar em uma mina terrestre. Ela foi resgatada e levada à um hospital de elefantes - o Friends of the Asian Elephant Hospital - localizado na província de Lampang-Tailândia, onde ela se tornou o primeiro elefante do mundo a receber uma prótese de pata em 2007. Agora, com 3 anos de idade e consideravelmente maior e mais pesada, foi preciso modificar a prótese.


Os elefantes asiáticos são vítimas das minas terrestres destinadas aos humanos (veja reportagem). Entre os tailandeses, as minas provocam cerca de 100 vítimas todos os anos. Em relação aos elefantes, temos o agravante de que se trata de uma espécie em extinção e que não tem relação nenhuma com a guerra, exceto o infortúnio de habitar uma área de conflito - situação semelhante aos humanos que moram na cidade do Rio de Janeiro.




Antes da protetização, Mosha corria o risco de perder a capacidade de locomoção conforme se tornasse maior e mais pesada. Ela teve sua prótese desenvolvida pelo médico Tailandês Therdchai Jivacate, conhecido por seu trabalho humanitário direcionado ao desenvolvimento de próteses de qualidade e baixo custo para vítimas de minas terrestres.
A prótese só é retirada quando ela dorme. Achei interessante a presença de um tatame no viveiro dela. Faz sentido, afinal deve ser difícil para um elefante levantar-se do solo faltando uma pata.


essa não é de hoje...