Mostrando postagens com marcador Monografias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Monografias. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de março de 2011

Monografia - Análise da percepção da sobrecarga física em fisioterapeutas que trabalham com o método Pilates



A pesquisa teve como objetivo verificar se as posturas adotadas pelo fisioterapeuta durante a aplicação do Método Pilates, favorece a sobrecarga física. Foram entrevistados 10 Fisioterapeutas, com idade entre 23 a 41 anos, de Cascavel – Paraná. O método utilizado para análise foi um questionário misto elaborado pelo autor baseado em dados da literatura. Os resultados estão relacionados a percepção dos profissionais quanto aos aparelhos utilizados para aplicação do Método Pilates, se estes estão dentro dos padrões ergonômicos e se no seu dia-adia seu uso traz algum desconforto postural ao Fisioterapeuta. Está pesquisa apresentou que 70% dos profissionais trabalham em outras áreas da Fisioterapia; 50% usam aparelhos para aplicação do Método Pilates; 50% dos profissionais consideram que os aparelhos não obedecem a padrões ergonômicos; 86% responderam que o Reformer é um aparelho que proporcionam desconforto na hora do uso, devido às trocas das molas e ser muito baixo; 70% já sentiram algum desconforto durante a aplicação do método, com maior incidência de dor lombar (86%). Os movimentos de maior expressão, com relação à sobrecarga postural estão relacionados ao esforço de MMSS (100%) e deambulação e ortostatismo (80%), devido o esforço das trocas das molas e orientação nos atendimentos, que são maximizados pelas horas trabalhadas e o número de atendimentos diários e em grupo. A pesquisa permitiu concluir que o profissional fisioterapeuta fica exposto a um grau de sobrecarga física importante, que o classifica como uma profissão de alto risco para DORT e principalmente aquelas relacionadas à coluna vertebral.


FAÇA O DOWNLOAD TOTALMENTE GRÁTIS


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Monografia - Eficácia do Ultra-som terapêutico na Celulite (Fibro Edema Gelóide)

A Fisioterapia Dermato Funcional é uma área da Fisioterapia que vem acabando com o empirismo dos tratamentos estéticos, uma vez que atua na comprovação científica dos métodos e técnicas utilizadas para o tratamento de patologias como o fibro edema gelóide. Este trabalho teve como objetivo analisar a eficácia do ultra-som terapêutico na redução do fibro edema gelóide encontrado na região glútea de mulheres jovens e sedentárias. As 10 participantes selecionadas para esta pesquisa foram aleatoriamente divididas em dois grupos, onde o primeiro grupo foi submetido à terapia com ultra-som, e o segundo grupo não recebeu nenhuma intervenção terapêutica no período. O ultrasom foi utilizado na freqüência de 3 MHz, no modo contínuo, com dose de 1,2 W/cm², e foi aplicado por 7 minutos em cada glúteo. O tratamento consistiu de 20 sessões, realizadas 3 vezes por semana, em dias alternados. Todas as voluntárias foram submetidas à avaliação inicial, para verificar o tipo e grau do fibro edema gelóide apresentado. Com o término do tratamento proposto nova avaliação foi realizada e revelou que a utilização do ultra-som mostrou-se eficaz no tratamento do fibro edema gelóide, uma vez que diminuiu o grau de acometimento. Após dois meses do término do tratamento outra avaliação realizada demonstrou que não houve manutenção dos resultados.


FAÇA O DOWNLOAD TOTALMENTE GRÁTIS



Lombalgia e características antropométricas


André Luís Rodrigues Da Silva
A população estudada foi composta de 219 sujeitos pertencentes a todos os cargos e funções do trabalho bancário. O modelo de estudo adotado foi o do tipo estuo de campo com delineamento transversal, tendo sido a coleta de dados realizada por meio de medições antropométricas e também por meio de questionário próprio. A taxa de devolução dos questionários foi de 86,3% (189/219). A média de idade da população foi de 37,53 ± 4,79 anos sendo que 89,41% dos sujeitos encontram-se na faixa etária compreendida entre 29 e 43 anos. As variáveis antropométricas medidas neste estudo foram a massa corporal, a estatura, a altura sentado, a circunferência glútea e a circunferência abdominal. Estas variáveis foram utilizadas para o cálculo dos seguintes índices: Índice de Massa Corporal (IMC); Índice Abdome Glúteo (I Abdmin/Gmax); Índice Estatura Altura Sentado (I Est/Altsent). Após a conclusão da coleta de dados foram aplicados os testes estatísticos “Coeficiente de Pearson” para análise de correlação e o “Teste t de Student” para comparação das variáveis antropométricas de duas amostras com variâncias equivalentes. A prevalência de lombalgia encontrada foi de 57,14% (freqüência de 108/189), representando um percentual elevado quando comparado a outros estudos envolvendo trabalhadores submetidos às mesmas exigências laborais. Embora a prevalência tenha sido elevada, não foi encontrada nenhuma correlação entre os índices de adiposidade estudados e a lombalgia. Houve uma baixa correlação entre a estatura e a ocorrência de lombalgia e uma baixa correlação entre a altura sentado e a lombalgia.

FAÇA O DOWNLOAD TOTALMENTE GRÁTIS


Estabilização Segmentar Terapêutica

 Por muito tempo fisioterapeutas tem usado exercícios com a finalidade de minimizar e tratar dores cervicais e lombares. Apenas recentemente, entretanto, têm havido sólidas pesquisas que tem nos ajudado a melhor compreender essa terapêutica.
Pesquisadores Australianos (Richardson, Jull, Hodges, Hides, O´Sullivan) e europeus têm feito estudos avançados que mostraram que certos músculos precisam ser ativados e fortalecidos antes que qualquer exercício seja feito. Estes músculos, os espinhais estabilizadores intrínsecos, se estiverem funcionando normalmente, protegem a coluna e dá a esta sua função ótima.
A figura 1 ajuda a entender o papel desses músculos. A presença dos músculos globais que atravessam vários segmentos ajuda a manter a orientação geral da coluna (e a movimentá-la, naturalmente), mas a estabilidade só se dá de forma eficaz com a presença de pequenos músculos que unem segmento por segmento. A falha de um desses elos, implica numa instabilidade. Pesquisas recentes têm mostrado que esses músculos param de funcionar com lesões da coluna, geralmente do mesmo lado da lesão.

Fig. 1. Os músculos globais que funcionam neste modelo como cordas, mantém a orientação geral da coluna e a movimentam, enquanto os músculos estabilizadores prendem-se em cada segmento (à esquerda). Na falha de um desses músculos ocorre a "quebra" do segmento e surge a instabilidade espinhal (à direita).

Os músculos intrínsecos estabilizadores da coluna cervical são o longo do pescoço e o longo da cabeça. Na coluna lombar e pelve são o multifidus e o transverso do abdômen. Pesquisas realizadas na Austrália mostraram que pacientes com dor lombar, ainda que tenham passado por várias terapias, têm uma coisa em comum: os multifidus e transverso do abdômen funcionam pouco. Eles também têm excesso de atividade dos músculos globais, como eretor da espinha e abdominais superficiais.
No passado os programas de exercícios enfocavam os músculos globais mobilizadores, como os exercícios abdominais ou de extensão da coluna. Sem os estabilizadores funcionando corretamente, esses exercícios não apenas são inúteis como podem ser lesivos, já que normalmente comprimem excessivamente as articulações.
As pesquisas atuais apontam que é necessário ativar os estabilizadores primeiro. Isso se dá através de exercícios sutis, precisos e específicos. Felizmente sabemos que estes exercícios não precisam serem realizados para sempre. Depois de terem sido feitos corretamente por cerca de 4 a 6 semanas, a ativação dos músculos estabilizadores se torna automática.
Já se foi verificado experimentalmente que após um programa de exercícios para a ativação controlada dos estabilizadores, não apenas estes passam a funcionar adequadamente e impedir um processo lesivo da coluna, mas como a reincidência das disfunções espinhais é reduzida drasticamente (figura 2).

Figura 2. Ativação correta do transverso do abdomen (responsável pela estabilização lombar) na posição de gato. Muitas outras posições são usadas como progressão do exercício.

A avaliação dos estabilizadores se dá por medidas diretas de visualização como pelo uso do ultrasom ecográfico, ou por medidas indiretas ao alcance de qualquer fisioterapeuta, como a palpação dos músculos e a observação de ações específicas que exigem a ativação dos estabilizadores da coluna (figuras 3 e 4).
Figura 3. Palpação da contração do transverso do abdômem.
Figura 4. Um controle lombo-pélvico deve ser mantido durante perturbações provocadas com movimentos dos membros inferiores. A alteração da pressão medida com um PBU (Unidade de Biofeedback de Pressão) (tb pode ser usado um esfigmomamômetro) dá uma medida da performance.
Referências
Comerford MJ, Mottram SL. Movement ans stability dysfunction - contemporary develop ments. Man Ther 6(1): 15-26 2001.
Hides J, Richardson C, Jull G. Use of real-time ultrasound imaging for feedback in
rehabilitation. Man Ther 3(3): 125-131 1998.
Hides J, Richardson C, Jull G. Multifidus muscle recovery is not automatic following
resolution of acute first episode low back pain. Spine 21: 2763-2769 1996.
Hides J. Stokes MJ, Saide M, Jull G, Cooper D. Evidence of lumbar multifidus muscle
wasting ipsilateral to symptoms in patients with acute/sucbacute low back pain. Spine 19(2): 165-172 1994.
Hodges PW. Is there a role for transversus abdominis in lumbo--pelvic stability? Man Ther 4(2): 74-86 1999.
O´Sullivan P et al. Evaluation of specific stabilizaing exercise in the treatment of chronic
low back pain with radiologic diagnosis of spondylolysis or spondylolisthesis. Spine 12:777-782 1997.
Richardson C, Jull G, Hodges P, Hides J. Therapeutic exercise for spinal segmental
stabilization in low back pain. Churchill Livingstone 1999.

ACUPUNTURA E DOR CRÔNICA

Introdução:
A acupuntura tem recebido grande destaque na mídia nas últimas décadas como uma modalidade terapêutica alternativa aos tratamentos convencionais.6 Muitas teorias tem sido elaboradas sobre os possíveis mecanismos fisiológicos com liberação de substâncias analgésicas e antiinflamatórias.
Dor é a principal queixa dos pacientes e estima-se que nos EUA são gastos anualmente cerca de um milhão de dólares somente com a acupuntura.2
Revendo na literatura, a questão dos verdadeiros efeitos da acupuntura no tratamento das dores crônicas permanece não resolvida.
O objetivo deste trabalho é de ascender a questão do tratamento das dores crônicas pela acupuntura fazendo uma revisão bibliográfica sobre o assunto.
Desenvolvimento:
Com o avanço da tecnologia e pesquisa no campo da medicina, hoje se sabe as bases fisiológicas envolvidas no tratamento das dores crônicas pela acupuntura.
Várias teorias foram elaboradas com o intuito de explicar os efeitos analgésicos da acupuntura, como por exemplo a teoria das comportas, “do processo semelhante à memória”, dentre outras.5
Trabalho de neurofisiologia revela que através da inserção de agulhas há estimulação de fibras sensitivas A, de condução mais rápida (mielínica) e C, de condução mais lenta (amielínica) as quais levam os estímulos até o corno posterior da medula e este ascende pelo trato espino-talâmico. As fibras do tipo A, em especial as fibras Ab são responsáveis pela persepção mais fina (tato) e as fibras do tipo C pela condução da dor, em especial de característica difusa e em queimação.5
Na medula, em especial nas laminas I, II, III e V do corno posterior são liberadas substâncias analgésicas como a substância P, somatostatina e encefalina e no tálamo  são liberadas substâncias, através de mecanismos neurohumorais, como  a endorfina, encefalina e neurotransmissores, além do efeito analgésico, consegue-se grande relaxamento muscular através de reflexo viscero – somáticos e interseguimentares.5
Mas isto, é apenas parte de um complexo sistema que ainda permanece não totalmente compreendido, pois o tratamento pela acupuntura tradicional chinesa revelou ser mais eficaz que o simples agulhamento em pontos pré-estabelecidos.1
No tratamento específico das dores obtém-se melhores resultados através de estimulação intensa dos pontos, do que com estimulação menos intensa, devido maior estímulo e com isso, maior liberação serotoninergica.3
Todos os tipos de terapia possuem um efeito placebo e a acupuntura não é uma exceção.5 Trabalho de meta-análise revelou que a acupuntura quando comparada ao tratamento convencional foi mais favorável e quando comparada ao placebo, foi inconclusiva.7,2
Vários trabalhos mostraram que a maioria dos pacientes obtém uma diminuição significativa da dor logo nas primeiras sessões ( média de 50% de diminuição da dor na primeira sessão)1, porém há a necessidade de um tratamento mais prolongado para um melhor resultado. 1,4,6. Quanto aos efeitos colaterais ou a piora das dores com o uso da acupuntura, estes foram muito baixos.1,4,6,7
A acupuntura no manejo do tratamento de certas patologias crônicas mostra melhores resultados em umas em detrimento de outras. Levitt and Walker observaram em seu trabalho que pacientes com artrite reumatóide responderam melhor do que pacientes portadores de seqüelas de neurectomias, revelando assim, que a tratamento da pela acupuntura, assim como o tratamento tradicional, apresentam melhores resultados quanto menos graves forem as patologias.6
Conclusão:
A maior dificuldade dos trabalhos , principalmente os trabalhos de mata-analise, foram quanto a padronização, a classificação e a comparação entre os diversos estudos, trabalho este, que muitas vezes foram inconclusíveis quanto a eficácia da acupuntura no tratamento das dores crônicas.8
Pelos trabalhos vistos, concluímos que a acupuntura vem evoluindo muito nas últimas décadas, principalmente através do interesse científico dado  ao assunto na tentativa de desmistifica-la  e usá-la como mais uma arma terapêutica em benefício do paciente. Hoje já evoluímos bastante em entender as bases neurofisiológicas da analgesia pela acupuntura, mas compreendemos que não é apenas isto, e que o tratamento pela medicina tradicional chinesa é muito mais que a simples colocação de agulhas.
A acupuntura mostra-se como uma forma eficaz de tratamento das dores crônicas, embora, assim como nos tratamentos tradicionais, tenha melhores respostas em certas patologias em detrimento de outras.
No futuro novos trabalhos deveram ser realizados na tentativa de desfazer as falhas dos atuais.
Bibliografia:
1.    Lee PK, Anderson TW, Modell JH, Saga AS. Treatment of chronic pain with acupunture. JAMA 1975 Jun 16;232(11):1133-5.
2.    Ezzo J; Berman B; Hadhazy VA; Jadad AR; Lao L; Singh BB. Is acupunture effective for the treatment of chronic pain? A systematic review. Pain; 86(3):217-25,2000 Jun.
3.    Mao W; Ghia JN; Scott DS; Duncan GH; Gregg JM. High versus low intensity acupunture analgesia for treatament of chronic pain: effects on platelet serotonin. Pain; 8(3):331-42, 1990 Jun.
4.    Yuen RW, Vaughan RJ, Dyer H, Giles KE. The response to acupuncture therapy in patients with chronic disabling pain. Med J August 1976 Jun 5;1(23):862-5.
5.    Lewith GT, Kenyon JN. Physiological and psychological explanation for the mechanism of acupunture as a treatment for chronic pain. Soc Sci Med 1984; 19(12):1367-78.
6.    Levitt EE, Walker FD. Evaluation of acupunture in the treatment of chronic pain. J Chronic Dis 1975;28(5-6):311-6.
7.    Patel M, Gutzwiller F, Paccaud F, Marazzi ª A meta-analysis of acupunture for chronic pain. Int J Epidemiol 1989 Dec; 18(4):900-6.
8.    Ter Riet G, Kleijnen J, Knipschild P. Acupunture and chronic pain: a criteria-based meta-anlysis. J Clin Epidemiol 1990; 43(11):1191-9.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Como escolher o tema da monografia.


Você está nos últimos períodos da faculdade e não consegue pensar em nenhum tema legal para o seu TCC? Pra piorar ainda mais as coisas, você deixou pra decidir o tema na última hora? O desespero é tanto que você anda dormindo em cima do tratado de fisioterapia pra ver se consegue alguma ideia por osmose?
Então seus problemas acabaram ! Pois chegou o revolucionário TCC elaborator-escrivator-entregator Tabajara, o único editor de textos que escolhe, escreve, imprime e encaderna o TCC pra você. Mas espere, isso não é tudo! Ligando agora você recebe o exclusivo Skype-professor-sufocator Tabajara, um incrível aplicativo que descobre o número do celular do professor que avaliou seu TCC e faz ligações de hora em hora, com mensagens de voz pré-gravadas implorando por uma nota mais alta.
Se interessou pelo produto? O pior é que também, pena que é zoação minha.
Mas não entre em pânico! O Guia do Fisioterapeuta, em mais um serviço de utilidade pública oferece algumas dicas de como escolher um bom tema pro seu TCC de fisioterapia.
O que é e para que serve um Trabalho de Conclusão de Curso.Ao longo da faculdade você precisou fazer diversas provas, pesquisas e seminários. Cada um destes testes avaliou seus conhecimentos e competências. Porém mesmo após completar todos os estágios e passar em todas as provas ainda lhe resta uma última tarefa: Redigir um trabalho final, o famoso TCC, que geralmente é uma monografia ou uma pesquisa de campo.
Bem, talvez eu tenha me expressado mal. O TCC não é apenas o trabalho final da faculdade, ele é uma oportunidade (sim, uma oportunidade !!) que o acadêmico tem de aprofundar seus conhecimentos em determinado tema da fisioterapia e defender suas conclusões diante de uma banca. - - - Ok, nem sempre é assim. Já ouvi falar de faculdades que além de dispensar a banca ainda chegam ao cúmulo de permitir que a monografia seja feita em grupo (!!!! BIZARRO !!!!).


Mas distorções da realidade à parte, o fato é que o TCC avalia:

#1- A habilidade do acadêmico de buscar informações relevantes sobre o tema,
#2- A capacidade de sintetizar a informações e redigir um texto em linguagem científica, apresentando os resultados de sua pesquisa de forma clara e organizada.
#3- Demonstrar o domínio do tema, ao defender seus resultados em apresentação oral diante de uma banca examinadora
Na teoria isso tudo é muito bonito, não é mesmo? Mas acho que talvez você esteja mais interessado(a) na próxima parte da postagem.
Como escolher o tema do TCC?Aqui é onde a porca torce o rabo. Você não precisa fazer mandingas e nem simpatias para escolher um bom tema para o TCC. Deixe as ciências ocultas para quando precisar trazer a pessoa amada em 3 dias. Mas se você realmente não tem a menor ideia por onde começar, recomendo que você leia os 2 itens seguintes, só pra poder se situar.
O TCC deve ser sobre um assunto que você goste.Ora, nada mais óbvio do que isso. Provavelmente você passará meses pesquisando e escrevendo sobre o assunto escolhido. Na boa, você não precisa transformar o TCC em técnica de tortura medieval. Se vai estudar tanto, que pelo menos seja algo que lhe agrade. Mas para eventuais indecisos, que dizem conseguir gostar de tudo ao mesmo tempo, irei ensinar a fazer um curtômetro (um termômetro das coisas que você curte fazer).
O TCC deve ser sobre um tema possível de ser pesquisado.Mesmo que você adore Pilates e ache UTI Neo a coisa mais incrível do mundo, nada de sugerir temas loucos como “Pilates em UTI Neo”. Da mesma forma, evite temas que apesar de interessantes, possuem escassa literatura disponível, como por exemplo “Fortalecimento muscular em escolares com Leucemia”, ou “RPG no pós-operatório imediato de artrodese vertebral lombar” - Na verdade, estes temas podem até funcionar como trabalho de campo, mas jamais proponha isso como monografia sem antes pesquisar se existem artigos publicados ou algo nos livros sobre o tema. Pra finalizar tente, se possível, evitar temas por demais polêmicos (a menos que você tenha muita confiança no seu taco e nas argumentações na hora de apresentar o tema pra banca).

Observação importante: 
Escolhido o tema, encontre um orientador que entenda do assunto. Mais uma vez isso parece óbvio, mas nem sempre o óbvio é tão óbvio quanto parece. Portanto certifique-se de que seu orientador realmente entende alguma coisa do tema que você escolheu (caso contrário você terá que lidar com um desorientador e estará condenado a fazer tudo sozinho)
O curtômetroO curtômetro é uma espécie de gráfico baseado em um brainstorm (conhecido popularmente como “toró de idéias”) que te ajuda a decidir os assuntos que mais lhe agradam em fisioterapia. É muito simples de ser feito, e tenho certeza que vai ajudar bastante, principalmente aos indecisos.

Para fazer o seu curtômetro é muito simples, basta seguir as instruções abaixo:
#1- Cruze duas linhas retas perpendiculares, formando um sinal de “+” bem grande
#2- No Quadrante superior esquerdo, escreva todos os assuntos que você gosta de estudar ou que você domina com facilidade. Podem ser técnicas de tratamento ou patologias (ex: Mulligan, Propriocepção, Ventilação Não Invasiva, geriatria, fisioterapia desportiva, DPOC, etc..).
#3- No quadrante inferior esquerdo, escreva todos os assuntos que você curte, mas que você não domina tão bem assim.
#4- No quadrante superior direito, escreva os assuntos que você não gosta, mas que apesar disso você domina ou tem alguma facilidade de aprender.
#5- No quadrante inferior esquerdo, escreva os assuntos que você odeia e que ainda por cima você não tem facilidade e nem a menor vontade de aprender. 
Quando terminar, terá um quadro mais ou menos como o daqui debaixo (OBS: este curtômetro é hipotético e não representa aopinião do blogueiro)


Enquanto estiver fazendo o seu curtômetro, irá perceber que a parte do gráfico com as coisas que você tem afinidade irá ficar muito mais cheia do que a das coisas que você não gosta. Não se preocupe, isso é absolutamente normal, pois lembramos mais facilmente daquilo que gostamos.

Interpretando o gráficoFeito o curtômetro, ao visualizar o lado direito do gráfico fica fácil saber o que você NÃO deverá escolher como tema. O próximo passo é decidir se vai escolher um dos temas que você curte e domina OU um dos temas que você curte mas não domina (Eu recomendaria temas que você curte mas não domina, pois seria uma ótima oportunidade para aprender coisas novas de um assunto que você acha legal).
Agora sugiro que pense em algo envolvendo uma patologia ou disfunção que você colocou no curtômetro (Ex: AVC, LER/DORT, cirurgia de LCA, ataxia, entorse, atelectasia, etc...) Este será o eixo principal da sua monografia.
Também baseado no seu curtômetro, escolha uma intervenção fisioterapêutica que tenha haver com a patologia/disfunção que você escolheu (Ex: kinesio taping, VNI, treino proprioceptivo, alongamento), se quiser, defina também uma população específica (Ex: Atletas, dentistas, idosos, gestantes, pacientes ambulatoriais).
Pronto! Agora você já é capaz de elaborar um esboço do tema da sua monografia, combinando uma patologia/disfunção com uma intervenção e/ou uma população específica. Mas tome cuidado com temas absurdos como Pilates em UTI-Neo! O curtômetro é uma ferramenta de ajuda e não um oráculo de análise combinatória !
Assim, com os resultados do curtômetro, você poderá elaborar um esboço da ideia central da sua pesquisa. Ex: Treino de marcha em pacientes com AVC, OU Exercícios proprioceptivos para prevenção de quedas em idosos, OU Alongamento e ginástica adaptada para gestantes.... e por aí vai.

Por último. Não se esqueça de verificar se existem artigos ou referência na literatura para o tema escolhido, e com o esboço do tema em mãos, consulte seu orientador.