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terça-feira, 1 de março de 2011

CANCÊR - UMA REALIDADE INCOVENIENTE




Mudança de hábito e uma boa dose de coragem e disposição são o que levam o paciente com diagnóstico de cancêr à cura. Estas são palavras do maior cirurgião oncologista Dr. Dino Altmann que cedeu entrevista ontem à radio CBN. A jornalista Pietra Chaves o entrevistou junto a um caso de um paciente que conseguiu este antídoto para se livrar da quimioterapia. Um caso grave, com poucas chances de sobrevida e com remoção cirúrgica de mais de dois terços do fígado o paciente JG seguiu as recomendações médicas para mudança de hábito. Sua vontade de viver e superar a situação o fez com que hoje tivesse uma vida saudável.
Exercícios de caminhada, o abandono do álcool e do fumo, o não exagero dos alimentos gordurosos dispensando os fast foods compuseram um quadro de melhora para este paciente.


Para cada indivíduo um obstáculo específico para tomada de decisão de mudança de hábitos. Em alguns casos há necessidade de acompanhamento de um personal care ou um fisioterapeuta postural que o ajude a encaminhar naturalmente para esta mudança que pode vir a ser radical. A mudança se estabelece primeiro na vontade de se abrir para o novo depois progride para os desafios de mudar o ritmo da casa, dos costumes e vícios que outrora faziam parte de um cotidiano nocivo.

Ir em frente e se esquecer do passado é um feito suprahumano que requer o mínimo de abertura da espiritualidade. Parece que esta é a maior das verdades inconvenientes.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Fisioterapia em Oncologia

Hoje, duas situações predominam no tratamento do câncer: de um lado, a cura completa, sem seqüelas físicas e/ou funcionais, de outro, o que se observa é a necessidade de um tratamento mais agressivo que pode deixar limitações significativas.


Neste segundo caso, o principal objetivo é proporcionar uma boa qualidade de vida para estes pacientes, sendo cada vez mais necessário o envolvimento ativo de uma equipe multidisciplinar. Por multidisciplinar entende-se uma equipe composta por médicos, dentistas, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e nutricionistas. Esses profissionais devem trabalhar de modo integrado e cumprir objetivos que norteiem a assistência, ou seja, a avaliação das situações, o alívio da dor e do sofrimento, a eliminação dos padrões anormais dos comportamentos, a melhora das atividades e a educação dos cuidadores. Diferentemente da medicina, a intervenção da fisioterapia na área de Oncologia não pode ser medida pelo índice de sobrevivência ou pelo desaparecimento dos sintomas, mas sim pelo grau de independência funcional alcançada pelo paciente (ou seja, o quanto você consegue fazer coisas sozinho). O que a Fisioterapia pode fazer por você: 1. Proporcionar alívio da dor 2. Reduzir a necessidade de medicamento como analgésicos. A combinação de métodos farmacológicos com não-farmacológicos para controle da dor proporciona efeito analgésico melhor do que o uso isolado do medicamento ou de meios físicos. O tipo de dor que estes pacientes apresentam, na grande maioria das vezes, é classificada de dor crônica. A dor por afecção do sistema locomotor (mais comumente chamada de Lombalgia) pode durar semanas e é a causa mais comum de incapacidades. Os resultados positivos da fisioterapia em pacientes oncológicos se dão com relação à recuperação físico-funcional. Eles advêm da aplicação sistematizada de recursos terapêuticos diversos com o foco sempre voltado para: >o controle dos sintomas imediatos referidos pelo paciente . >a maximização das habilidades funcionais remanescentes e a importância da orientação dos familiares e acompanhantes . Recursos terapêuticos: >Termoterapia: pode ser realizada com adição ou subtração de temperatura, com adição de calor, como a hidroterapia, e/ou crioterapia como subtração de temperatura através do gelo; >Eletroterapia: consiste em aplicação de corrente elétrica com fins terapêuticos; >Acupuntura: é um método terapêutico amplamente utilizado para promover a estimulação mecânica de estruturas dérmicas, subdérmicas e musculares; >Massagem: é um excelente método de tratamento para pacientes com edema, estase linfática e dor miofascial. Esta é uma pequena introdução sobre a Fisioterapia e sobre o que ela pode fazer por você. Vera Lúcia Miranda Fisioterapeuta e Fisiologista do Exercício, Especialista em Linfedema, Membro da Sociedade Brasileira de Flebologia e Linfologia . 


Fonte:http://www.oncoguia.com.br/orient_fisio/01_fisioterapia.asp