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terça-feira, 1 de março de 2011

Modelo 3D para estudo da marcha humana


A análise da marcha é um assunto essencial para o fisioterapeuta e uma matéria obrigatória no currículo. No entanto é um tema árido, muitas vezes ensinado na base da decoreba. O professor que por ventura venha a ministrar uma aula sobre a marcha normal tem em mãos uma tarefa árdua pois precisa ser muito habilidoso para cativar o interesse dos alunos e evitar os poderosos efeitos soníferos dos gráficos com a variação angular das articulações dos membros inferiores.
Às vésperas da prova, o pobre do aluno bebe baldes de café para poder memorizar as fases e subfases do ciclo da marcha e acende velas, faz promessas, reza uma novena para que na hora da prova não caia nenhuma pergunta sobre a sequência de ativação muscular de cada fase.
Mas infelizmente a análise da marcha é assim: chata . . . a menos que você faça estágio em um laboratório de análise da marcha, aí o buraco é mais embaixo. Neste caso, o afortunado acadêmico se depara com equipamentos sofisticados, câmeras de vídeo e programas de computador que retornam todos os parâmetros da marcha e fazem com que ele (ou ela) entenda na prática, ao vivo e a cores, a importância de se compreender o ciclo normal e suas variações.

No final de contas é tudo uma questão de tornar o tema interessante.

Nesse sentido, para ajudar o pessoal que tem de estudar a análise da marcha hoje eu deixo um presente especial, que com certeza vai complementar as trocentas páginas xerocadas que deverão ser lidas antes da prova final.
Deixo o link de um arquivo .mov (é um arquivo do programa quick time) que mostra um modelo 3D interativo de esqueleto humano. Neste modelo, é possível girar o esqueleto em 360 graus, fazêlo andar pra frente e pra trás em diferentes velocidades. Enquanto anda, os principais músculos ativados durante a marcha podem ser visualizados.


Baixem na minha pasta do 4shared o arquivo marcha.mov
Se vc não tiver o quick time instalado, basta ir no site baixaki e fazer o download.

Divirtam-se!

Os determinantes da marcha


Em 1953, Saunders e colaboradores, publicaram um trabalho no “Journal of Bone and Joint Surgery” (disponível para download) no qual descreveram seis mecanismos de otimização da marcha humana. Estes mecanismos, batizados de "determinantes da marcha", teriam como objetivo reduzir o deslocamento do centro de gravidade durante a marcha.
Conhecer os determinantes da marcha é item obrigatório para quem pretende se aprofundar no estudo da marcha humana. Mas para aqueles que não estão interessados em passar divertidas horas lendo livros de biomecânica, basta entender que são estratégias para aumentar a eficiência e a conservação de energia durante a caminhada. Ou seja: são maneiras que o corpo humano encontrou para andar por mais tempo e se cansar menos.
Mas os determinantes da marcha não são só uma curiosidade teórica. Eles complementam sua análise da marcha e podem ser muito úteis ao fisioterapeuta para identificar mais rapidamente padrões alterados de movimento durante a marcha – e isso é particularmente importante, pois creio que assim como eu boa parte dos fisioterapeutas brasileiros não contam com um laboratório de marcha para avaliar seus pacientes.
Pois bem, chega de blá-blá-blá e vamos ao que interessa:

A MARCHA HUMANA - Entendendo o Deslocamento do Centro de GravidadeA marcha é uma tarefa motora que envolve um padrão complexo de contrações musculares em diversos segmentos do corpo. A análise da marcha é feita dentro do evento definido como "ciclo da marcha", que é a descrição da seqüência de eventos que ocorrem em um membro inferior entre dois contatos iniciais consecutivos do mesmo pé.
Pensando em termos biomecânicos, a marcha pode ser vista como o deslocamento do centro de gravidade do corpo através do espaço com o menor consumo de energia possível.
Na verdade, esse consumo de energia não é constante. Isso ocorre devido a característica de aceleração e desaceleração e partidas e paradas dos membros inferiores, e ainda, devido ao deslocamento do centro de gravidade para cima e para baixo e de um lado para o outro.

A figura abaixo ilustra bem o deslocamento para cima e para baixo do centro de gravidade. Imagine uma criança que resolva riscar a vidraça de uma loja enquanto caminha despreocupada. Perceba que a linha traçada não será perfeitamente horizontal ao solo, na verdade ela se parecerá com uma onda, ou em termos mais apropriados: uma senóide, refletindo a subida e descida do centro de gravidade do corpo durante a passada.

Durante o ciclo da marcha, o centro de gravidade é deslocado duas vezes em seu eixo vertical. O pico se dá durante o meio da postura na fase estática quando a perna que sustenta o peso está vertical e seu ponto mais baixo quando as duas pernas estão sustentando peso com posição de apoiar o calcanhar e a outra em ponta de dedos. Linguagem técnica é meio difícil de entender né? mas vamos trocar em miudos: o ciclo da marcha envolve um passo com a perna direita e um passo com a perna esquerda, para cada passo, uma subida e uma descida do centro de gravidade.
Em relação ao deslocamento latero-lateral, este também comporta-se como uma senóide, a figura abaixo é um gráfico que demonstra os dois movimentos ocorrendo simultâneamente.





DETERMINANTES DA MARCHA


Para obter eficiência e conservação de energia durante a marcha, o deslocamento vertical do Centro de Gravidade deve ser minimizado. Os determinantes da marcha, são estratégias de movimento que justamente reduzem a magnitude dos deslocamentos do Centro de Gravidade pois se o nosso centro de gravidade subisse e descesse com grande amplitude, andaríamos "quicando". Além de ridículo, teríamos de nos adaptar a um gasto energético muito grande e a simples tarefa de ir a esquina comprar pão seria uma verdadeira malhação.
Vamos deixar o silly walk de lado e voltar a nos concentrar nos seis determinantes da marcha:
(1)Rotação Pélvica:
Durante a marcha, realizamos um movimento de dissociação de cinturas. A pelve faz um movimento alternado de rotação para a direita e para a esquerda de cerca de quatro graus. Com o membro inferior vertical e o pé apoiado no solo, para uma passada é necessário flexionar e estender os quadris. Uma vez que a pelve é uma estrutura rígida, o movimento ocorre alternadamente em cada quadril a qual passa de uma rotação interna para externa durtante a fase de apoio.A rotação pélvica é o mecanismo que permite que a pelve rode sobre um eixo vertical de maneira a avançar o quadril que entra em flexão e recuar o quadril que entra em extensão. Ao se realizar esta discreta rotação, o corpo pode "economizar movimento", pois diminui a necessidade de flexão e extensão de quadril necessários para o passo.
(2) Inclinação Pélvica:
Durante os movimentos de flexão e extensão dos quadris ocorre oscilação para cima e para baixo do tronco. A inclinação pélvica durante a marcha reduz esses movimentos verticais do tronco, de modo que quando o membro esta apoiado em sua maior altura, a pelve inclina-se para o lado em balanço (como se fosse um "trendelenburg”- veja na figura abaixo), e dessa maneira, a oscilação vertical no ponto médio da pelve fica menor. A propósito: A combinação da rotação com a inclinação pélvica fizeram a fama da Garota de Ipanema e das mulatas do Sargentelli.
(3) Flexão de Joelho na Fase de Apoio:
Ao terminar a fase de balanceio, o joelho encontra-se completamente extendido pouco antes do calcanhar tocar o solo. Neste momento, encerra-se a fase de balanço e inicia-se a fase de apoio. Quando o corpo avança sobre o membro que está apoiado no solo ocorre uma pequena onda de flexão de joelho, que é bem rápida, e tão logo o centro d egravidade tenha se deslocado por sobre o joelho, este volta a extender-se até a extensão total no fim da fase de apoio.
Mas para que serve esta pequena onda de flexão do joelho?
A flexão do joelho encurta o membro no início do apoio simples, reduzindo a altura do ápice da trajetória do centro de gravidade no plano sagital. Esse mecanismo ajusta o comprimento efetivo do membro inferior durante a fase de apoio, a fim de manter a altura do quadril a mais constante possível.

Eu sei que muita gente torce o nariz para gráficos, mas vale a pena analisar esse aqui de cima com um pouquinho de atenção. O joelho flete duas vezes durante o ciclo da marcha, neste momento, o que nos interessa é observar a primeira onda de flexão do joelho, que ocorre justamente na fase de apoio e está associada à resposta de carga. Além de reduzir o deslocamento vertical do centro de gravidade, esta pequena onda de flexão de aproximadamente 20 graus também serve para absorver parte da energia do impacto do mebro com o solo.


(4 e 5) O quarto e quinto determinantes da marcha dizem respeito a interação entre tornozelo, joelho e pé.
Os graus de flexão e extensão que ocorrem durante a fase de apoio entre estes três componentes são intimamente relacionados e previsíveis, e também atuam na minimização do deslocamento do centro de gravidade. no início do apoio o retropé “alonga” o membro inferior, e no final desta fase, é a flexão plantar do tornozelo que produz o seu “alongamento”. Isso ocorre a partir do momento em que o retropé se desprende do solo, e a flexão plantar do tornozelo faz com que o antepé efetivamente alongue o membro, reduzindo a queda do centro de gravidade no final do apoio
(6) Deslocamento lateral da pelveEm cada passo, o corpo é desviado ligeiramente sobre a perna que apóia peso. O corpo desloca lateralmente de um lado para o outro aproximadamente de 4 a 5 cm em cada passada. Esse deslocamento aumenta durante a marcha se os pés estão mais separados e diminuem se os pés estão mais próximos um do outro e minimizam o deslocamento horizontal do centro de gravidade


Segundo Perry (1992), a interação destes determinantes representam uma melhora de 50% na eficiência da marcha. Entretanto existem muitas controvérsias sobre o tema. Diversos autores afirmam que todos os determinantes citados de fato existem, porém questionam o seu papel na amenização do deslocamento do centro de gravidade. Abaixo deixo dois links para aqueles que quiserem torrar os miolos estudando este tema.

Boa caminhada

CAMINHAR EXIGE MAIS QUE CORRIDA???




Caminhar exige muito mais preparo que aquela corridinha de fim de semana.
Manja o sujeito com o passo curtinho e os pés "dez prás duas" que acha que tá melhorando a resistência dele?
Pois ele tá é se fud...ndo. Atrose de quadril começa aí. Sem contar aumento de peso, dores de joelhos e coluna, prisão de ventre, e aí vai... Claro que o jovenzão não vai querer ouvir esse conselho mas fazer o quê? Eu tb já foi jovenzão e tb corria, mas com técnica. Estou falando para aqueles que já passaram dos 30. Os de 40 e 50, ah! eles precisam urgente de acompanhamento progressivo na caminhada porque a chance de desenvolver um quadro clínico instável ou seja dores crônicas posturais é absolutamente real.

Eu fiz o treinamento que tem no livro Alongue-se.
Me dei bem com aqueles treinos de dez semanas de caminhada. Flexão de braços, abdominais, acho legal alguns espreguiçamentos da respiração no alongamento. Não penso em caminhar pra ficar sarado! E nem faço treinamento de hipertrofia na academia. Não pretendo ter o corpo duro e inflexível, mas pretendo ter longevidade, viver mais que cem anos.

Há também os que praticam caminhada todos os dias e não melhoram o resultado postural ou da saúde músculo-esquelética. A caminhada que não prejudica a postura e amplia a saúde precisa atingir uma passada de marcha perfeita. Duas vezes o tamanho dos pés unidos, um a frente do outro é a largura ideal da passada.

Realizar alongamentos da respiração nos primeiros cem metros pode salvar você de diversos problemas da postura pós prática de caminhada. Ou seja a respiração e o ritmo da passada é fundamental para uma boa caminhada.

Pé Plano e Pé Cavo

Os pés são estruturas importantes para a sustentação corporal e para a locomoção do nosso corpo. Constituem partes complexas do corpo humano, formadas por ossos, músculos, bursas e tendões . Seus músculos e articulações são projetados para dar estabilidade e mobilidade às outras estruturas do membro inferior.

Eles devem possuir adequado formato anatômico - inclusive com um arqueamento na sola - para favorecer a distribuição do peso corporal, o equilíbrio e a deambulação (movimentação em pé).

Além disso, devem sustentar o peso corporal quando o indivíduo está em pé, com um mínimo de gasto de energia muscular. A capacidade de se adaptarem ao meio é imprescindível, de modo que absorvam as forças mecânicas e acomodem-se às superfícies irregulares por onde andamos. Do mesmo modo, eles também precisam ter a capacidade de tornar-se uma alavanca estrutural rígida que impulsione o corpo para a frente durante a marcha ou a corrida.

Para evitar as quedas, alguns sistemas sensoriais sofisticados, que compõem o nosso sistema nervoso central (SNC), controlam a postura e as relações entre corpo e meio em que vivemos, criando estímulos e transformando-os em sinais que permitem um ajuste constante dos músculos que controlam a postura.

Atenção!
* Os movimentos mecânicos básicos dos pés são afetados pelas propriedades do controle postural e biomecânico, ou mesmo pela instabilidade dos calçados que usamos.

Veja algumas alterações morfológicas dos pés e identifique o seu tipo de pé!

Fique atento para a necessidade de tratamento. Na maioria das vezes, o uso de sapatos ou palmilhas ortopédicas, a realização de fisioterapia e terapia medicamentosa são os tratamentos indicados. Em situações extremas, podem ser necessárias as intervenções cirúrgicas.

Pé plano /Pé pronado

O pé plano é uma condição muito comum. Conhecido como “pé chato”. Caracteriza-se por uma postura pronada (uma inclinação dos ossos do tornozelo para dentro) da parte posterior do pé. Além disso, ocorre uma diminuição do arco longitudinal plantar, que vai desde os dedos até o calcanhar, condição na qual a maior parte da planta do pé fica em contato com o solo.

Essa condição se instala devido ao afrouxamento ligamentar, ou da fáscia plantar, que altera a curvatura fisiológica, resultando em prejuízo na funcionalidade estrutural dos pés. Tal sobrecarga, além de produzir calosidades, impõe alterações na marcha, com conseqüente perda de equilíbrio e lesões nas áreas de impacto.

Há pessoas com o pé raso que tendem a colocar o peso corporal todo para o lado medial do pé, como resultado da redução ou ausência do arco longitudinal do pé. Nesses casos, pode haver o aparecimento de dor e outros desconfortos, nos pés e em outras regiões do corpo, como joelho, quadril e coluna, podendo atingir até a região do pescoço e da cabeça. Em contrapartida, muitas das variações dos pés planos geralmente não causam dor nem outros problemas, de modo que a pessoa com essa alteração anatômica nem sabe que a possui. Na maioria dessas situações não há necessidade de tratamento.
* Em bebês e crianças
O arco longitudinal do pé começa se formar na infância, somente após a criança iniciar seus primeiros passos. É normal bebês não apresentarem as curvaturas nos pés. Caso persista após os dois anos de idade, os pais devem estar atentos para a necessidade de um tratamento ortopédico. Os sapatos servirão como molde para que a criança não sofra com futuras deformações. Raramente será necessário o tratamento cirúrgico, que é utilizado para corrigir desvios mais graves.




Pé cavo/Pé supinado

Também conhecido como “pé arqueado”. Apresenta elevação excessiva do arco longitudinal da base plantar do pé, desde os dedos até o calcanhar. O exagero dessa curvatura, se caracteriza pela distribuiçao do peso em apenas dois pontos, o calcâneo e a cabeça dos metatarsos (dedos dos pés). Freqüentemente, ocorre um desequilíbrio na distribuição dos pontos de pressão, que pode ocasionar dores e calosidades na base dos dedos.

Caracteriza-se por apresentar rigidez excessiva e inflexibilidade, dificultando o amortecimento das forças pelas arcadas plantares. Isso pode causar dificuldades de adaptação aos calçados - que, em geral, necessitam de suporte de arco - e dor ao realizar atividades como caminhar, correr e ficar longos períodos em pé. Em casos mais graves, pode causar incapacitação importante.

Sua causa pode ser neurológica, ortopédica ou neuromuscular.

* Geralmente são observados desvios compensatórios ascendentes em joelhos, pelve e coluna, associados ao calcâneo varo.

Cuidados: A melhor forma de compensar a rigidez e a falta de amortecimento de um pé cavo será com sapatos com características contrárias às do pé. Neste caso, o ideal é procurar sapatos que ofereçam mais flexibilidade e amortecimento de impactos. Outro fator é a acomodação do pé nos sapatos: além de uma boa folga no comprimento, o pé deve ajustar sem exceder a largura do sapato, promovendo a movimentação natural do pé.

Joelho valgo e joelho varo

O joelho é uma das articulações mais complexas do nosso corpo. A anatomia do joelho permite grande amplitude de movimento, onde ossos, ligamentos, meniscos, tendões e músculos atuam direta e indiretamente para que esta seja executada com maior segurança, equilíbrio e estabilidade.

A articulação do joelho é envolvida por uma cápsula fibrosa e formada por 03 ossos: o fêmur côndilos femorais), a tíbia (platô tibial) e a patela (ou rótula).




(Fonte: NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. )
Entre as superfícies ósseas estão os meniscos e os discos fibro-cartilaginosos, que facilitam a livre movimentação das extremidades ósseas. Eles são auxiliados pelos ligamentos que estabilizam o joelho e ajudam a amortecer os impactos sobre as cartilagens.

As alterações mais comuns do joelho são: valgo ou varo. Quando não tratadas, essas alterações levam a uma distribuição assimétrica de carga sobre os côndilos femorais e os platôs tibiais, podendo favorecer ao desenvolvimento precoce da osteoartrose. As meninas têm maior tendência aos joelhos valgos e os meninos aos joelhos varos, devido à sua própria estrutura óssea.
Os desvios dos membros inferiores podem ter várias causas. Podem ser provocados por disfunções internas, como defeito na calcificação (raquitismo, osteomalácia), displasias epifisárias, tumores benignos (como encondromas ou cistos ósseos), infecções ósseas ou seqüelas de fraturas. Ou ainda por alterações externas, como retrações musculares, excessiva debilidade dos músculos e ligamentos, traumatismos etc.

As deformidades do joelho podem determinar disfunções importantes no membro inferior que apresentam conseqüências nas atividades da vida diária (AVDs), como dificuldade de caminhar, sentar e levantar, subir e descer escadas.
JOELHO VALGO (GENO VALGO) - pernas para dentro, em tesoura ou em X

Malformação que consiste na aproximação dos joelhos e no afastamento dos pés, caracterizando uma angulação medial do joelho e desvio do eixo longitudinal da tíbia e do fêmur para fora. O indivíduo apresenta adução e rotação medial do fêmur, associadas ao excesso de rotação da tíbia. Caso o problema seja bilateral, os membros inferiores apresentam uma forma típica em X.

O valgo, frequentemente, é atribuído à frouxidão do ligamento colateral medial, provocando uma instabilidade. Em geral, promove encurtamentos das estruturas musculoligamentares. Os principais responsáveis são os músculos internos da coxa, que se encontram retraídos, auxiliados por um músculo chamado tensor da fáscia lata, que é aproveitador da situação e fixa a deformidade. Pode ser também provocado por um problema ósseo, que provoca distribuição desigual de pressões sobre o joelho.
Vale ressaltar que, o aumento do peso corporal contribui para os desequilíbrios musculares na articulação do joelho.
JOELHO VARO (GENO VARO) – pernas arqueadas
É a deformidade que consiste no arqueamento das pernas, promovendo a projeção dos joelhos para fora da linha média do corpo, o que caracteriza um afastamento dos joelhos. O indivíduo apresenta abdução do fêmur e o excesso de rotação da tíbia.

É mais raro que o joelho valgo. Entre as causas mais comuns estão o raquitismo e as malformações congênitas.

Os músculos responsáveis pelo arqueamento, que estão retraídos, são o sóleo e o bíceps femoral, auxiliados pelo tensor da fáscia lata, fixador da deformidade. Pode estar presente a frouxidão do ligamento colateral lateral. Frequentemente, vem acompanhado de hiperextensão dos joelhos.

TRATAMENTO

O geno valgo/varo fisiológico, na maioria das vezes, se corrige espontaneamente, geralmente quando a criança adquire a posição ortostática (varo) e entre dois e seis anos (valgo).

Há casos em que são indicados os aparelhos corretores ortopédicos. Nos casos mais graves, ou quando a deformidade persiste, a indicação é o tratamento cirúrgico.

Na Fisioterapia, o tratamento consiste na realização de exercícios de alongamento e fortalecimento dos grupos musculares envolvidos. A técnica de Reeducação Postural Global® (RPG) é excelente para a correção do joelho.



FONTE:http://fisiosaude-ce.blogspot.com.br/2008/11/joelho-valgo-e-joelho-varo.html

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cinesioterapia


A arte de cura

A cinesioterapia é definida etimologicamente como a arte de curar, utilizando todas as técnicas do movimento. Licht (1965) definiu exercício terapêutico como "movimento do corpo ou das partes corporais para alívio de sintomas ou melhorar a função".

Auguste Georgii (1847), ao utilizar o termo cinesioterapia, propunha esta definição: "O tratamento das doenças através do movimento"; a cinesioterapia ativa é assim a parte da fisioterapia que utiliza o movimento provocado pela atividade muscular do paciente com uma finalidade precisamente terapêutica. É o que há muito tempo se chamou de ginástica médica em oposição à ginástica geral, cujos propósitos são essencialmente higiênicos ou estéticos. Entretanto essa noção de movimento é muito restritiva, portanto se incluem inteiramente no quadro da cinesioterapia ativa solicitações musculares de estabilizações que não induzem nenhum deslocamento das alavancas ósseas.
mais.recentemente

Boris Dolto propôs outra definição oposta à primeira, que era a seguinte: "A cinesioterapia não é um tratamento através do movimento, mas o tratamento do movimento"; a negação é por certo contrária ao estabelecido, porém a integração dos conceitos neuros-musculares e mesmo sensitivo-neuro-motores da organização gestual deve ser aceita. Isso leva a uma ótica diferente da cinesioterapia e o aspecto, é reforçado em especial pelas noções de regulagens de coordenação das cadeias musculares por curvas de retroação com ponto de partida proprioceptivo ou exteroceptivo Nesse esquema cibernético de funcionamento, a noção de movimento deve ser entendida, inclusive nesse caso, em um sentido amplo porque a atividade postural de equilíbrio está inteiramente inclusa no processo terapêutico podendo mesmo ser a iniciadora. É o que encontramos nos métodos fisioterapêuticos conhecidos como a base proprioceptiva ou ainda de reprogramação neuromotora. 0 recrutamento da atividade muscular não é somente voluntário mas também automático ou reflexo. Portanto de maneira muito ampla a cinesioterapia ativa pode ser definida pela coloração em ação da atividade das fibras musculares contrárias do paciente da maneira analítica ou global voluntária ou automático-reflexa Essa atividade é realizada com uma finalidade terapêutica local, regional ou geral.