quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Neurofisiologia Sensorial e Motora

Abordagem Sensorial - Circuitos Neuronais para Processamento de Informações

Os sentidos somáticos são mecanismos nervosos que coletam informações sensoriais, a partir do corpo. Esses sentidos diferem dos sentidos especiais, que compreendem especificamente, a visão, a audição, o olfato, a gustação e o equilíbrio. Estes últimos são trabalhados por receptores eletromagnéticos – detectam luz sobre a retina do olho; e quimioreceptores – detectam o gosto, o cheiro, nível de oxigênio no sangue arterial, concentração de dióxido de carbono e talvez outros fatores que constituem a química do corpo.

Os sentidos somáticos são classificados em três tipos fisiológicos:

- Mecanoceptivos: sensações de tato e posição pelo deslocamento mecânico do tecido corporal.
- Termoceptivos: detectam frio e calor.
- Nociceptivos: detecta lesão no tecido, dor.

Como é que dois tipos de receptores sensoriais detectam tipos diferentes de estímulos sensoriais? Pela “sensibilidade diferencial”, isto é, cada tipo de receptor é altamente sensível a um tipo de estímulo para qual foi desenvolvido e é quase insensível às intensidades normais dos outros tipos de estímulos sensoriais.

Detecção e Transmissão de Sensações Táteis:

São conhecidos pelo menos seis tipos de receptores táteis inteiramente diferentes, mas existem muitos outros semelhantes a estes.

* Terminações Nervosas Livres: encontradas em toda parte da pele e em muitos outros tecidos, detectam tato, pressão vertical e dor.

* Corpúsculo de Meissner: são pequenas cápsulas de tecido conjuntivo, elípticas, que envolvem uma terminação dendrítica espiralada, particularmente sensíveis ao tato fino e são abundantes nas papilas dérmicas da pele (dedos), na mucosa da língua e em outras regiões sensitivas. Adaptam-se em uma fração de segundo após terem sido estimulados, sensíveis a movimentos de objetos leves e vibração em baixa freqüência.

* Discos de Merkel: encontram-se agrupados num único órgão receptor em cúpula de Iggo, transmitem um sinal inicial forte, parcialmente adaptável e, depois, um sinal mais fraco, é responsável pela emissão de sinais contínuos que permite determinar um toque continuo de objetos na pele.

* Órgão Piloso terminal:
o menor movimento de qualquer pêlo do corpo estimula a fibra nervosa basal, detecta sobretudo o movimento de objetos sobre a superfície do corpo.

* Corpúsculos encapsulados de Ruffini: encontrados em tecidos profundos, sinalizam estados contínuos de deformação da pele e de tecidos, toque pesado e pressão lateral.

* Corpúsculos de Pacini: situados abaixo da pele quanto também profundamente nos tecidos das fáscias do corpo.Detectam vibração e pressão em alta freqüência.


O Córtex Sensorial Somático

 

Os sinais sensoriais de todas as modalidades de sensação terminam no córtex cerebral posterior ao sulco central. Geralmente, a metade anterior do lobo parietal está implicada quase inteiramente com recepção e interpretação dos sinais sensoriais somáticos e a metade posterior com níveis mais altos de interpretação.

Áreas Sensoriais Somáticas I e II:

Área sensorial somática I: localizada no giro pós-central, nas áreas de Brodmann, III, I e II. Esta é mais extensa e importante que a área sensorial II, Possui um alto grau de localização das diversas partes do corpo.

Área sensorial somática II: em contraste a localização é imprecisa, representa face anteriormente, os braços centralmente e as pernas posteriormente. Alguns sinais entram nesta área pelo tronco cerebral, por cima e provenientes de ambos os lados do corpo. Muitos sinais vêm secundariamente da área sensorial I, bem como de outras áreas sensoriais do cérebro, visuais e auditivas.

Algumas regiões do corpo são representadas por grandes áreas no córtex somático – os lábios têm a maior de todas, seguidos pela face e polegar – enquanto o tronco e a parte inferior do corpo são representados por áreas pequenas. O tamanho destas áreas é diretamente proporcional ao número de receptores sensoriais.

Funcionalmente, os neurônios do córtex sensorial somático estão dispostos em colunas verticais que se estendem através das seis camadas: molecular, granular externa, células piramidais externa, granular interna, piramidal interna e multiforme.

Áreas de associação sensorial somática: as áreas 5 e 7 de Brodmann, no córtex parietal atrás da área sensorial somática I, combinam informações a partir de múltiplos pontos na área sensorial somática primária para decifrar seu significado.

Sensações somáticas de Dor: Tipos de dor e suas características

A dor rápida é designada por outros nomes, como dor em pontada, alfinetada, aguda (não e sentida na maioria dos tecidos profundos) e elétrica. Estímulos dolorosos mecânicos e térmicos, pelas fibras mielinizadas, com velocidade de condução rápida – fibras A Delta, secretam glutamato, Feixe Neo-Espinotalâmica.

A dor lenta ou crônica está geralmente associada à destruição de tecidos. Pode levar a um sofrimento insuportável, prolongada, podendo ser provocada por estímulos dolorosos mecânicos, térmicos e químicos. Fibras amielinizadas, com velocidade de condução lenta – fibras C, secretam transmissor glutamato e substância P. Feixe Paleoespinotalâmica.


Vias Ascendentes - sensitivas:

1º- Via Fascículo Grácil e Cuneiforme:
Cuneiforme: Informações dos membros superiores e metade superior do tronco.
Grácil: Informações dos membros inferiores e metade inferior do tronco.
Informações: Propriocepção consciente (estereognosia, grafestesia, descriminação de dois pontos, palestesia, tato discriminativo, barestesia, barognosia ...)

2º- Via Espino-talâmica anterior: Conduz tato grosseiro e pressão cutânea.

3º- Via Espino-talâmica lateral: Conduz dor e temperatura.

4º- Via Espino-reticular:
Conduz dor difusa ou pouco discriminativa, abdominal.

5º- Via Espino-cerebelar posterior: Conduz propriocepção inconsciente

6º- Via Espino-cerebelar anterior: Conduz propriocepção inconsciente, mas detecta atividade do tracto córtico-espinhal.


Abordagem Motora – Funções Motoras da Medula Espinhal

Os sinais sensoriais entram na medula quase que inteiramente pelas raízes sensoriais posteriores. Depois de entrar na medula, um grupo de neurônios sobe com informações ao cerebelo e outro grupo de neurônios envia informações ao córtex cerebral.

Neurônios Motores Anteriores: Localizados em cada segmento na porção anterior da substância cinzenta, estes dão origem às fibras nervosas que abandonam a medula por meio das raízes anteriores e inervam as fibras musculares esqueléticas. Os neurônios são de dois tipos: motoneurônios alfa e gama.

Motoneurônio Alfa: originam grandes fibras nervosas do tipo A alfa, a estimulação de uma só fibra nervosa excita de três até várias centenas de fibras musculares esqueléticas, que são coletivamente chamadas de unidade motora. Ramo Alfa 1 – entrará em contato com as fibras intrafusais do músculo agonista contraindo-o, sinapse excitatória. Ramo Alfa 2 - recebe uma sinapse inibitória da célula de Renshaw, inibe o antagonista. Realiza força.

Motoneurônio Gama: esses neurônios transmitem impulsos por meio de fibras A gama, para pequenas fibras esqueléticas especiais, no fuso neuromuscular interagem com a região polar (poder de contração), manutenção do tônus.

Fuso Muscular: é um corpúsculo envolto por uma cápsula fibrosa, que lhe confere um aspecto fusiforme. No seu interior encontram-se fibras musculares finas, designadas fibras musculares intrafusais (dois tipos aglomerado nuclear e cadeia nuclear) e fibras musculares extrafusais.

1- A porção contrátil situa-se nas extremidades: região polar

2- A porção mediana equatorial, não é contrátil, possui diversas vesículas com NT.

O receptor do fuso neuromuscular pode ser excitado, como:

O alongamento de todo músculo irá esticar a porção mediana do fuso, portanto, excita o receptor. Mesmo se o comprimento do músculo por inteiro não se alterar, a contração das porções das extremidades das FIF, também irá esticar as porções medianas das fibras. Quando ocorre a contração muscular (à custa das fibras extrafusais), o fuso tende a encurta-se e, conseqüentemente, também as FIF.

Dois tipos de terminações sensoriais são encontradas na área receptora do fuso muscular:

- Terminação Primária ou Anuloespiral:
encontrasse enrolada em torno da porção central de cada fibra intrafusal, fibra do tipo Ia e transmite sinais sensoriais para medula espinhal com velocidade de 70 a 120 m/s.

- Terminação Secundária ou Buquê:
encontrasse enrolada em torno das fibras intrafusais na mesma maneira que as fibras Ia, estas são do tipo II.

O Córtex Motor

 
 

A porção do córtex anterior ao sulco central constitui a metade posterior do lobo frontal é devotada quase que inteiramente ao controle dos músculos e dos movimentos corporais. Os sinais motores são transmitidos do córtex para a medula espinhal pela via corticoespinhal e, indiretamente por múltiplas vias acessórias que compreendem os gânglios da base, cerebelo, e núcleos do tronco cerebral.

O Córtex motor é dividido adicionalmente em três subáreas, cada uma tendo sua representação de grupos musculares e funções motoras específicas do corpo:

* Córtex Motor Primário: localizado na primeira circunvolução dos lobos frontais, anterior ao sulco central, no giro pré-central. Área 4 na classificação de Brodmann. Compreende áreas musculares da face, boca, mão, braço, tronco, pés e pernas. Envia ordem para realização do movimento.

* Área pré-motora: localizada anteriormente às porções laterais do córtex motor primário, giro frontal superior e médio. Classificação área 6 de Brodmann, responsável pelo planejamento do movimento.

* Área Motora Suplementar: localizada superior à área pré-motora, situando-se sobre o sulco longitudinal, classificação área 6 de Brodmann. Quando as contrações são obtidas, são freqüentemente bilaterais, em vez de unilaterais. Esta área funciona em conjunto com a área pré-motora para provocar movimentos posturais.

Algumas áreas especializadas de controle motor:

- Área de Broca e a Fala;
- Campo dos Movimentos Oculares “voluntários”;
- Área de Rotação da Cabeça;
- Área para as Habilidades Manuais.

Cerebelo: Mesmo sem ter a capacidade direta de causar contração muscular, é um órgão muito importante, ajuda a sequenciar as atividades motoras e também monitorar, faz ajustes corretivos nas atividades motoras do corpo de modo que atendam aos sinais motores dirigidos pelo córtex motor e por outras partes do cérebro.

Papel do Tronco Cerebral no Controle da Função Motora:

1- Controle da respiração;
2- Controle do sistema cardiovascular;
3- Controle da função gastrintestinal;
4- Controle de muitos movimentos estereotipados do corpo;
5- Controle do equilíbrio;
6- Controle dos movimentos dos olhos.

Vias Descendentes – Motoras:

Vias Extrapiramidais:

1º- Vestíbulo-espinhal: Sofre influência do cerebelo, controla a portura do tônus e equilíbrio da cabeça.

2º- Retículo-espinhal: Sofre influência do cerebelo e córtex cerebral, controla o tônus em movimentos do esqueleto axial e proximal dos membros.

3º- Rubro Espinhal: Sofre influência do cerebelo e córtex cerebral, controla o tônus e os movimentos distais dos membros.

4º- Olivo-espinhal: Auxilia no controle do tônus corporal.

5º- Tecto-espinhal: Sofre influência do cerebelo e córtex cerebral, auxilia nos movimentos oculares em relação aos movimentos da cabeça e vice-versa.


Vias Piramidais:

1º- Córtico-nuclear: Controla os núcleos dos nervos cranianos motores ou das porções motoras.

2º- Córtico-espinhal: Principal via motora, após deixar o córtex este feixe passa através do ramo posterior da cápsula interna (entre o núcleo caudado e putâmen dos núcleos da base) e corre depois para baixo pelo tronco cerebral. A grande maioria das fibras piramidais cruzam nas pirâmides bulbares, então, para o lado oposto descem nos feixes corticoespinhais laterais da medula. Algumas das fibras não cruzam para o lado oposto do bulbo, mas descem ipisilateralmente ao longo da medula nos feixes corticoespinhais ventrais, mas muitas dessas fibras também cruzam para o lado oposto da medula na altura do pescoço ou na região torácica superior.


Integração dos Sistemas – Sensorial e Motor

As informações sensoriais são integradas em todos os níveis do sistema nervoso e causam respostas motoras apropriadas, começando na medula espinhal com reflexos relativamente simples, estendendo-se para o tronco cerebral com respostas ainda complexas e, finalmente, estendendo-se até o cérebro, onde são controladas as respostas mais complicadas. A medula espinhal não é apenas um mero conduto de sinais sensoriais para o cérebro ou de sinais motores do cérebro para periferia.

O fornecimento de informações para a medula espinhal sobre músculos e tendões, estabelecendo o comprimento, tensão e com que rapidez ocorre estas mudanças, possui a participação de dois tipos de receptores sensoriais:

* Fusos Neuromusculares

* Os órgãos tendinosos de Golgi

A porção do córtex anterior ao sulco central constitui a metade posterior do lobo frontal, está é devotada quase que inteiramente ao controle dos músculos e dos movimentos corporais. Uma porção importante desse controle motor é dirigida por sinais a partir das regiões sensoriais do córtex, que mantém o córtex motor informado das posições e movimentos das diferentes partes do corpo.

Nos reflexos podemos observar com precisão a ação dos sistemas, um estímulo sensorial cutâneo em um membro é capaz de favorecer com que os músculos flexores do membro se contraiam, de uma forma clássica este reflexo flexor é provocado mais poderosamente pela estimulação a terminações nervosas, contraindo músculos abdutores para tracionar o segmento para fora do estimulo. Ex: alfinetada ou calor. Ou, até mesmo um reflexo simples de coçar, implicando sentido de posição e o movimento de um outro segmento para efetuar o ato, que geralmente é aliviado pela geração de dor.

Reflexos Posturais Vestibulares: alterações súbitas da orientação de um animal no espaço, ajudam a manter o equilíbrio e a postura. Ex: animal cai subitamente para frente, os membros anteriores se estendem para frente, os músculos extensores se contraem e o pescoço enrijece para que o animal não bata a cabeça no solo.

Os reflexos são utilizados para determinar presença ou ausência de espasticidade muscular após lesão de áreas motoras do cérebro, ou da espasticidade muscular em doenças que excitam a área bulborreticular facilitatória do tronco cerebral. Geralmente, as grandes lesões das áreas motoras contralateral do córtex são causadas por derrames ou tumores cerebrais, causando reflexos musculares exacerbados.

Bibliografia:

GUYTON, a & Hall, J. E, Tratado de Fisiologia Médica, 1997

SPENCE, Alexander. Anatomia Humana Básica, ed 2ª.Ed Manole, 1991

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Macacos me mordam!!!

Macacos usam uma mão-cérebro virtual controlado para identificar a textura de objetos artificiais.


Susan YoungmonkeyMonkeys ter sido capaz de usar membros virtual para 'sentir' virtual objects.Katie Zhuang
Uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu um implante cerebral que permite que macacos para examinar objetos virtuais por meio de um braço virtual controlado por seu cérebro. O dispositivo representa o próximo passo para o desenvolvimento de próteses ou ternos robóticos que permitem aos usuários interagir com seu mundo sem depender inteiramente de feedback visual.
Os pesquisadores, liderados por Miguel Nicolelis, da Duke University em Durham, Carolina do Norte, inseridos eletrodos no córtex motor e córtex somatosensorial de dois macacos. O córtex motor é a região do cérebro envolvida na realização de movimentos voluntários, enquanto que o córtex somatosensorial de entrada de processos recebidos a partir de células no corpo que são sensíveis, entre outras experiências sensoriais, de toque.
Os macacos foram treinados para usar apenas o cérebro para explorar os seus objetos virtuais na tela do computador, movendo uma imagem virtual de um braço. Eletrodos no córtex motor registrado intenções dos macacos a mover-se e repassou a informação para o mundo virtual. Como a mão virtual passou objetos na tela, os sinais elétricos foram alimentados no córtex somatosensorial do animal, fornecendo feedback "tátil".
Em uma tarefa que envolve uma escolha entre dois objetos visualmente idênticos, os macacos foram capazes de distinguir entre um objeto de recompensa de produção, que foi associado a um estímulo elétrico, quando "tocado", e um objeto que produziu nenhuma estimulação elétrica, nem um deleite. Isso mostra que o cérebro é capaz de decodificar informações sobre o sentido do tato, sem qualquer estimulação da pele do animal, diz Nicolelis. Sua equipe relata seus resultados hoje, em Nature1.
"Nós não sabemos o que os animais percebido, mas era uma sensação de que foi criado artificialmente, ligando os dedos virtual para o cérebro diretamente", diz ele.A apreensão da realidade
Um grande desafio, dizem os autores, era manter a entrada sensorial ea saída motora interfiram uns com os outros, porque os eletrodos de registro e estimulando foram colocados no tecido cerebral conectado. Os pesquisadores resolveram o problema, alternando entre uma situação em que a interface cérebro-máquina-cérebro foi estimular o cérebro e um na atividade do córtex motor, que foi gravado, metade de cada 100 milissegundos foi dedicado a cada processo.
"Isso reforça algumas restrições sobre a troca de informações entre as áreas sensoriais e motoras", diz o neurocientista Stefano Panzeri do Instituto Italiano de Tecnologia em Genoa, que não esteve envolvido no estudo. Mas porque os animais aprendem a usar a informação, esse experimento mostra que o cérebro pode trocar informações mesmo sob essas restrições, explica.
PUBLICIDADEAnúncio
Esta comunicação bidirecional é um passo crítico no desenvolvimento de interfaces cérebro-máquina, diz Rodrigo Quian Quiroga, um neurocientista da Universidade de Leicester, Reino Unido, que também não foi envolvido no estudo. Anterior interfaces cérebro-máquina têm contado com o feedback visual, uma situação menos do que ideal para alguém tentando usar uma prótese robótica, diz ele. "Se você quer alcançar e agarrar um copo, feedback visual não vai te ajudar", diz Quian Quiroga. "É o feedback sensorial que lhe diz se você tem uma boa aderência, ou se você está prestes a cair."
Informação sensorial será um componente necessário do grande objetivo de Nicolelis e que do andar de novo projeto, um esforço internacional em que ele está envolvido: construir um terno exoesqueleto que pode restaurar a mobilidade para os pacientes que estão gravemente paralisados.
"Isso vai ser essencial para a aplicação clínica que queremos criar e testar nos próximos três anos", diz Nicolelis. Ele espera que, com a ajuda de colaboradores no andar de novo projeto, um terno impulsionado por uma interface cérebro-máquina será demonstrado na Copa de 2014 no Brasil, terra natal de Nicolelis, com o chute de abertura da bola a ser entregue por um jovens brasileiros com quadriplegia.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Quando será que vamos ver isso na Fisioterapia?

Médicos fazem coletiva em Brasília para anunciar detalhes da paralisação nacional do atendimento
 
Brasília será palco, em 20 de setembro, de uma coletiva à imprensa promovida pelas três entidades médicas nacionais – Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Na oportunidade, serão anunciados os detalhes da paralisação em todo o país do atendimento aos planos de saúde, a se realizar na próxima quarta-feira, 21 de setembro.
 Às 10h30, na sede do CFM (SGAS 915 Lote 72 – Asa Sul, Brasília), haverá a apresentação da lista de planos que terão o atendimento interrompido, estado por estado. As lideranças médicas também esclarecerão como funcionarão os serviços de urgência e emergência, além dos próximos passos do movimento.
 Histórico do movimento -  A ideia é chamar a atenção da sociedade para os excessos praticados pelas empresas que penalizam os profissionais e, sobretudo, os pacientes. Entre os problemas relacionados pelas entidades médicas aparecem a negativa em negociar a revisão dos honorários médicos, a oferta de percentuais irrisórios ou a manutenção de medidas que interferem no atendimento dos pacientes.
A paralisação é um desdobramento direto do ato de 7 de abril, quando houve mobilização nacional dos médicos  contra os problemas observados na saúde suplementar. Em alguns Estados, a paralisação será feita apenas contra alguns planos. No entanto, em outros há a intenção de suspender o atendimento de forma generalizada por conta de especificidades locais. Os nomes das empresas serão divulgados à imprensa aos médicos e à sociedade no dia 20 de setembro
Lista de reivindicações – Os médicos pleiteiam das operadoras a revisão dos valores pagos por consultas e outros serviços, tendo como parâmetro e referencia a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Também cobram o fim da interferência antiética das operadoras na autonomia do profissional.  A reorganização da própria assistência suplementar também está na pauta dos profissionais.
Visita ao Ministério da Saúde - No dia 21 de setembro, em Brasília, haverá café da manhã com parlamentares – na Câmara dos Deputados – quando os médicos entregarão um dossiê da saúde suplementar e defenderão mudanças no setor. Por volta de 11h00, foi solicitada audiência com o ministro da Saúde para colocá-lo a par de todos esses problemas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cuidado com as mochilas escolares

De segunda a sexta, milhares de crianças e adolescentes saem de casa levando seu material escolar nas mochilas. Quanto a isso não restam dúvidas. Porém, em algumas situações, elas podem representar um risco a saúde dos estudantes.
Existe uma preocupação crescente por parte dos pediatras, fisioterapeutas e principalmente dos pais com relação ao aumento no número de crianças em idade escolar com queixas de dores na coluna vertebral, no pescoço e nos ombros. Estes sintomas têm sido atribuídos ao fato de se carregar peso demais nas mochilas, além do desconhecimento das orientações básicas quanto ao uso correto das mochilas.
Todos os fisioterapeutas, mesmo aqueles que não trabalham com pediatria, tem noção de que o excesso de carga nas mochilas pode resultar em dor e desvios posturais, principalmente durante a fase de crescimento. Este é um assunto recorrente na mídia, principalmente no início de mais um ano letivo.
Se você é fisioterapeuta imagine que de repente você tenha sido convidado, ou convidada, para uma entrevista ao vivo em um telejornal. Você seria capaz de informar corretamente as orientações básicas quanto ao uso correto das mochilas?
Pois bem, a postagem de hoje é mais um serviço de utilidade pública oferecido pelo Fisioterapia Atual. E se por acaso, você vier a dar alguma entrevista sobre mochilas, não se esqueça de mencionar o meu blog. Afinal de contas, propaganda grátis nunca é demais.




Algumas Regras Básicas
Pois bem, não é só o peso que pode trazer problemas posturais. Alguns estudantes ajustam a mochila muito baixo, na altura dos glúteos, outros as carregam só de um lado, isso sem contar aqueles que carregam peso demais (considerando o seu tamanho e força). Então vamos analisar um por um os erros mais comuns.




Não carregue a mochila de lado, apoiada em apenas um dos ombrosCarregar a mochila só de um lado faz com que boa parte do peso do corpo e da mochila sejam transferidos para um só lado do corpo. Quando se carrega uma mochila pesada sobre apenas um dos ombro, a criança tende a inclinar o corpo para o outro lado na tentativa de compensar o peso extra.
Os músculos do lado que carrega o peso podem vir a desenvolver espasmos. Além disso, o ombro também sofre pois precisa suportar sozinho a pressão para baixo aplicada pela alça da mochila. Esta sobrecarga assimétrica também tem efeitos sobre o quadril joelho e tornozelos do lado em que está a mochila.
Na figura abaixo, pode-se ver o desvio na coluna e a sobrecarga sobre o ombro e o quadril que acontece quando se carrega uma mochila sobre apenas um dos lados.
Fonte: http://onsitewellnesscheck.com/page5/page5.html

Atenção às alças da mochila.As mochilas possuem um sistema de ajuste do tamanho das alças. Estas devem obviamente ser simétricas (com o mesmo comprimento) e reguladas de forma que a base da mochila fique na linha da cintura, ou pouco abaixo dela. Alças muito frouxas fazem com que a mochila seja carregada muito baixa, na altura dos glúteos, o que favorece uma postura inclinada para frente, como na figura abaixo.

Além disso, ao escolher uma mochila, dê preferência aquelas com alças largas e acolchoadas, pois distribuem o peso da mochila por uma área maior dos ombros, o que além de torná-las mais confortáveis também minimiza uma eventual sobrecarga sobre os ombros.


É importante lembrar qu o fato de se inclinar para a frente carregando uma mochila pesada, faz com que a criança "enrole os ombros para a frente". Alças na altura do peito e abdômen são bastante úteis também, mas não são comuns em mochilas infantis... mas pra ser sincero, são pouco práticas para o dia a dia, eu mesmo uso uma mochila que tem estas alças, mas só as usei uma vez, quando resolvi fazer uma caminhada e precisei carregar mantimentos.


Mochila pesada
Este é o cuidado mais famoso e que todo mundo lembra (justamente por isso deixei este item por último). Especialistas recomendam que uma criança não deve carregar mais do que 10% do peso corporal em uma mochila. Isso me parece razoável. Para muitas crianças ir pra escola já é um saco. Imagine ainda ter de carregar a casa nas costas, ou você acha que a menina da foto abaixo parece feliz em ir pra escola?


RESUMO DA ÓPERA
Todo mundo sabe que carregar uma mochila pesada é péssimo para a postura, se considerarmos crianças em fase de crescimento, a coisa fica mais dramática ainda.
Pra finalizar deixo uma imagem modificada do site da Associação de Fisioterapia Norte Americana, com o certo e o errado em relação as mochilas escolares.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Entenda o que é um surto psicótico

Bom, como falei aos meus amigos que não tive palavras para descrever o que houve e não tive competência para explicar nada, então recorri ao blog para tentar buscar na literatura algo que os faça entender ao menos.

Todos os dias, João vai com seu carrinho para a faculdade. O carro já está um tanto fragilizado, mas realiza o percurso com sucesso. Um dia, João decide subir a Serra com seu carrinho, porém a tarefa exige muito mais do automóvel do que ele estava acostumado, e por isso ele quebra.
Imagine agora que o carrinho do João não é mais um automóvel, mas a mente dele. A faculdade é a rotina de João. E a subida da Serra é uma situação nova, que exige muito mais da mente de João do que ele estava habituado. Assim como o carro quebrou, a mente de João pode entrar em colapso ao passar por circunstâncias que desestabilizem sua psique já comprometida. Este colapso seria o que comumente se conhece por surto psicótico.
Esta é a história de João, mas poderia ser a de qualquer pessoa. O surto psicótico não discrimina; atinge a todas idades, gêneros, etnias e grupos sociais. Embora a palavra 'surto' já tenha se tornado uma expressão de uso corriqueiro, poucas pessoas compreendem o que ela significa de fato. “O surto psicótico ocorre, basicamente, quando uma psique já fragilizada entra em colapso, ou seja, em completo desequilíbrio”, explica o psicólogo Edílson Pastore da Clínica Pinel.
Para os psicólogos, o surto não é algo isolado; um conjunto certo de critérios caracteriza uma crise psicótica. Delírios, alucinações, comportamento desorganizado e discurso desorganizado são sintomas obrigatórios. Para Pastore, devem estar presentes pelo menos dois destes para classificar o estado como um surto psicótico. O psicólogo também apresenta uma diferenciação entre delírios e alucinações, conceitos que são constantemente confundidos. “Delírios são alterações do pensamento que se caracterizam por idéias que não condizem com a realidade objetiva”, enquanto que “alucinações envolvem sempre algum órgão senso-perceptivo, como a audição, a visão, o tato, o olfato e a sinestesia (sensações internas). Elas não são invenções – a pessoa realmente está vendo, ouvindo ou sentindo aquilo”. Ou seja, o primeiro ocorre na mente e o segundo atinge os sentidos.
Do ponto de vista psiquiátrico, o surto psicóticos está relacionado a uma distorção dos neurotransmissores, ou seja, das substâncias químicas produzidas pelos neurônios e que são responsáveis pelo envio de informações a outras células. “O pensamento tem um curso e um conteúdo, quando o conteúdo do pensamento está desagregado, ele perde conexão com a realidade ou então ele distorce a realidade, ele passa a ser um sintoma de surto psicótico”, explica a psiquiatra Clarissa Severino Gama do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A dopamina é considerada um neurotransmissor chave da teoria neuroquímica da esquizofrenia e das psicoses em geral. Além dela, há uma série de outros neurotransmissores envolvidos, porém os mecanismos destes ainda não são profundamente conhecidos, estando em fase de estudos, como o glutomato e a serotonina.
Subindo a Serra (As Causas)
Os motivos que levam a um surto psicótico são diversos e podem variar de pessoa para pessoa. O que é comum entre os surtos é o fato de serem “a gota d'água”, de acordo com o psicólogo Eduardo Xavier do Hospital Psiquiátrico São Pedro. A crise se origina em pessoas que já possuem uma certa fragilidade psicológica, ou seja, é algo que vai crescendo. Muitas vezes começa de forma incipiente e vai se intensificando até que finalmente leva a pessoa a surtar.
Psicoses como a esquizofrenia, abusos de drogas, crises de abstinência de substâncias e alguns transtornos afetivos como a bipolaridade (antigo transtorno maníaco-depressivo) são causas bastante comuns de surtos. Existem, porém circunstâncias pontuais que desencadeiam a crise em pessoas as quais aparentemente não seriam um alvo óbvio. Fatos marcantes, como a morte de um ente querido, distúrbios de estresse pós-traumático e mudanças de rotina abruptas podem levar uma pessoa a psicotizar.
Alguns surtos decorrem de causas orgânicas. “Traumatismo crânio-encefálicos, doenças como o lupus ou tumores cerebrais podem ser responsáveis por crises. Também pacientes com demências como senilidade, Alzheimer e Parkinson podem psicotizar, porque essas pessoas começam a ficar confusas, desorientadas, agitadas, não reconhecem mais a sua casa, a sua família, e isso pode ocasionar uma desorganização mais grave”, exemplifica Edílson Pastore.
Para a psiquiatra Clarissa Gama, a psicose tem um fundo neuroquímico bastante importante, embora o ambiente, o estresse, a existência de casos de psicose na família, as doenças que prejudiquem o funcionamento do cérebro são fatores que podem levar a uma crise.
No geral, os psiquiatras vêem o surto quase sempre como parte de uma doença objetiva. Já os psicólogos, acreditam que haja uma doença de base, exceto no caso de surtos induzidos pelo uso de drogas.
Os Carrinhos Frágeis (Grupos de Risco)
O surto pode atingir qualquer pessoa, sem distinção de idade, sexo e grupo social, basta que se tenha uma estrutura psíquica predisposta a isso. Existem, entretanto, grupos de risco, fases na vida em que há maiores chances de entrar em crise. O final da adolescência e o início da idade adulta são fases mais propícias porque certas doenças mentais irrompem tipicamente nesta idade, como a esquizofrenia cujos sintomas se manifestam (nos rapazes) entre os 15 e 20 anos. Nestas fases são típicas grandes mudanças na vida como ir morar sozinho, mudar de cidade, servir no quartel, começar a trabalhar. Nestes casos, se a pessoa é psicologicamente mais frágil, pode haver um surto psicótico.
O caso dos surtos em rapazes que vão servir no quartel é um exemplo recorrente entre os entrevistados. Eduardo Xavier explica: “o rapaz faz 18 anos e tem de entrar no quartel. O quartel é lugar de homem, lugar de 'macho', toda aquela questão de mostrar virtudes e coragem, de ser um entre tantos capaz de servir à pátria. São muitas significações que convocam a pessoa de uma maneira muito forte”. Se o rapaz é uma pessoa mais frágil, a mudança abrupta de rotina e de ambiente e, especialmente, o dia-a-dia- de um quartel, podem fazê-lo psicotizar.
Pessoas com retardo mental também podem surtar, de acordo com Pastore. “Elas tem pouco desenvolvida a capacidade de abstração e simbolização, e podem não conseguir se relacionar com grupos sociais e interpretar piadas e brincadeiras, o que os levam a se isolar e freqüentemente, entrar em crise”. Crianças e jovens submetidos a situações de muito estresse também são alvo de crises psicóticas.
Relação entre o surto e as drogas
Estudos estão sendo realizados para descobrir qual a relação das drogas com os surtos. Muitas pessoas não possuem nenhuma psicose, mas ao utilizarem drogas e outras substâncias psicoativas, iniciam uma crise psicótica induzida. As drogas desencadeiam comumente crises psicóticas são crack, cocaína e ácidos (incluindo o LSD). O álcool e a maconha têm menor relação com a decorrência de surtos. No caso do álcool, a crise só ocorre quando este é consumido em altas doses. A pessoa toma um “porre” e entra em agitação psicomotora, fica desorganizada, agressiva.
O surto induzido pode ocorrer em pessoas que nunca utilizaram a substância antes e estão experimentando-a pela primeira vez. “Nesses casos, normalmente a pessoa precisa já ter uma propensão à doença” lembra Edílson Pastore. A droga serve como desencadeante para a perturbação e os sintomas duram enquanto a droga estiver no organismo do indivíduo. Muitas vezes ela apenas inicia a primeira crise. Depois, a pessoa passa a ter surtos mesmo sem a utilização da droga. Eduardo Xavier destaca que as drogas têm o mesmo poder de ser a “porta” que permite o desencadeamento de uma crise assim como o Carnaval e a violência, “porque essas são situações que convidam as pessoas a usarem parte de suas mentes que elas não usam normalmente”.
Tratamento
“A primeira preocupação é com a segurança do paciente, ou seja, deve-se ajudar a pessoa a se sentir segura. Dizer 'olha, alguma coisa perturbou em ti, tem alguém contigo, tu está bem, pode dormir'”, aconselha o psicólogo Eduardo Xavier, o qual também acredita que, embora neste período de surto a pessoa possa falar muitas asneiras, coisas que não condizem com a realidade, é importante ouvir porque “o que emerge às vezes deste psiquismo alterado são coisas sem sentido, mas que mesmo assim precisam serem faladas, precisam serem ouvidas”. A medicação é essencial para o controle da crise. Os remédios antipsicóticos agem nas vias da dopamina. A risperidona, a clozapina, a olanzapina são os antipsicóticos mais utilizados. O haloperidol e o haldol, embora ainda sejam usados, estão perdendo espaço para os mais modernos porque têm alguns efeitos colaterais mais significativos como enrijecimento muscular, impregnação (enrijecimento brusco de algum membro) e salivação. “Os medicamentos modernos provocam sonolência e deixam a pessoa mais prostrada, mas são efeitos que não se comparam ao dos antipsicóticos mais antigos”, justifica Edílson Pastore. À medida que os sintomas vão desaparecendo, a medicação vai sendo retirada. No caso da crise psicótica ter sido induzida, não é necessária a medicação, bastando afastar a pessoa das drogas para que ela se reabilite. Hoje em dia, as internações são breves, somente enquanto durar a crise, cerca de dez ou quinze dias.
Após este primeiro momento, trabalhos em grupo e reuniões são acessórios para o tratamento, “o problema é que quando a pessoa está muito frágil, ela não agüenta coisas muito diferentes das dela”, afirma Eduardo Xavier, por isso nem sempre a pessoa surtada pode participar de grupos de apoio. “O mais importante são os remédios, pois o surto constituí também uma alteração bioquímica grave”, lembra o psicólogo Edílson Pastore.
As sessões de terapia são importantes para identificar se a crise está iniciando uma doença mental, como no caso da uma esquizofrenia ou de um transtorno afetivo (bipolar, obsessivo-compulsivo etc). Se for confirmada a hipótese, a pessoa precisará realizar o tratamento a vida inteira, pois nestes casos não há cura.
Se o surto tiver um causa específica, um evento, um acontecimento e se esta causa se extinguir, pode ser que a pessoa se recupere sozinha (por exemplo: um homem que entra em crise após a morte do filho). “Muitas vezes tudo que a pessoa precisa é de tempo para se recuperar da perturbação”, afirma Pastore, que também acredita na cura completa do surto, mas destaca que ela depende de fatores como a idade, as condições clínicas, a pessoa em si e o que causou o surto.
A História do Surto
é o século XVIII, as pessoas que tinham um sofrimento mental ficavam presas junto com assassinos, ladrões e estupradores. O médico francês Philippe Pinel, em 1792, tirou as correntes dos seus pacientes sendo o primeiro a perceber que havia diferença entre a perturbação mental e a criminalidade, ou seja, entre um louco e um bandido. Com isso, baniu tratamentos antigos tais como sangrias, vômitos, purgações e ventosas, preferindo terapias que incluíssem a aproximação e o contato amigável com o paciente, proporcionando-lhes, ainda, um programa de atividades ocupacionais, com tratamento digno e respeitoso. Pinel foi o primeiro a elaborar uma classificação para as doenças mentais, fato este que constituiu extraordinário avanço da psiquiatria.
O psicólogo Eduardo Xavier conta que, apesar de ter sido no final do século XVIII e início do XIX o lugar da colocação das doenças da alma como uma coisa que podia ser entendida, histórias se repetem todos os dias. “Na rede pública, muitas vezes os pacientes chegam com histórias de 'possuídos pelo diabo', 'encosto', 'bruxaria'. Este é um passo que as pessoas precisam dar, compreender que são coisas que acontecem, que não é uma vontade maligna de nenhum agente de outra espécie, mas sim que a pessoa precisa de ajuda, de apoio, precisa falar, se sentir assegurada, porque não está entendendo; depois de Freud, nós sabemos que mesmo aquilo que não faz sentido, carrega possibilidades de sentido. Hoje, psicólogos e psiquiatras são quem pode ajudar alguém a sair de uma situação que ela não entende através do diálogo”, diz Xavier.


...espero que todos tenham me desculpado , ou ao menos entendido!
OOoosss